From the Guidelines
Não se deve usar clopidogrel no pós-operatório imediato de CABG, pois isso aumenta significativamente o risco de complicações hemorrágicas. Em vez disso, a aspirina (81-325 mg diariamente) deve ser iniciada dentro de 6 horas após a CABG e continuada indefinidamente como a principal terapia antiplaquetária para a patência do enxerto [ 1 ]. A preocupação com o uso imediato de clopidogrel pós-CABG decorre de sua inibição plaquetária irreversível, que aumenta significativamente o risco de complicações hemorrágicas, incluindo tamponamento cardíaco, reoperação por sangramento e aumento das necessidades de transfusão [ 1 ]. Para pacientes que requerem terapia antiplaquetária dupla (como aqueles com colocação recente de stent), a decisão de reiniciar o clopidogrel deve ser individualizada com base no risco trombótico versus risco de sangramento, geralmente em consulta com ambos, o cirurgião cardíaco e o cardiologista [ 1 ]. Além disso, estudos recentes sugerem que a terapia antiplaquetária dupla com um inibidor do receptor P2Y12, em comparação com a monoterapia com aspirina, fornece taxas mais altas de patência do enxerto após CABG, mas com taxas aumentadas de sangramentos [ 1 ]. Portanto, a decisão de usar clopidogrel no pós-operatório de CABG deve ser tomada com cautela e baseada em uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios individuais [ 1 ].
Algumas considerações importantes incluem:
- A aspirina deve ser continuada até o dia da CABG e reiniciada assim que não houver preocupação com sangramento, possivelmente dentro de 24 horas após a CABG [ 1 ].
- Outros medicamentos antitrombóticos devem ser interrompidos em intervalos relacionados à sua duração de ação [ 1 ].
- A terapia antiplaquetária dupla pode ser considerada em pacientes com alto risco de eventos trombóticos, mas deve ser avaliada cuidadosamente em relação ao risco de sangramento [ 1 ].
Em resumo, o uso de clopidogrel no pós-operatório imediato de CABG não é recomendado devido ao aumento do risco de complicações hemorrágicas, e a decisão de usar clopidogrel deve ser individualizada com base nos riscos e benefícios individuais [ 1 ].
From the FDA Drug Label
O uso de clopidogrel em CURE não afetou o número de pacientes tratados com CABG ou PCI (com ou sem stenting) (2253 pacientes [36%] no grupo clopidogrel, 2324 pacientes [36,9%] no grupo placebo; redução do risco relativo de 4%).
Não há informações diretas no rótulo do medicamento que indiquem o uso de clopidogrel no pós-operatório imediato de cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM). Não é possível determinar a segurança e eficácia do uso de clopidogrel nesse contexto. 2
From the Research
Uso de Clopidogrel no Pós-Operatório Imediato de CABG
- Não há estudos diretos que comparam o uso de clopidogrel com outros antiplaquetários no pós-operatório imediato de CABG 3, 4, 5, 6, 7.
- No entanto, estudos sugerem que a terapia antiplaquetária dupla (DAPT) com aspirina e um inibidor de P2Y12 (como prasugrel ou ticagrelor) é mais eficaz do que a DAPT com aspirina e clopidogrel em pacientes com síndrome coronariana aguda submetidos a intervenção coronariana percutânea (PCI) 3.
- Além disso, um estudo encontrou que a terapia antiplaquetária tripla com cilostazol foi associada a um melhor resultado clínico no primeiro mês após infarto agudo do miocárdio em comparação com a DAPT com inibidores de P2Y12 potentes ou standard 6.
- Em relação às complicações pós-operatórias de CABG, um estudo destaca a importância da avaliação e manejo adequados dessas complicações, incluindo a otimização da terapia médica pós-operatória 7.
- Outro estudo sugere que a terapia médica otimizada pós-CABG, incluindo a utilização de inibidores de PCSK-9 e icosapent etil, pode melhorar a prognóstico dos pacientes com doença coronariana crônica 4.
Considerações sobre o Uso de Clopidogrel
- O uso de clopidogrel no pós-operatório imediato de CABG não é diretamente abordado nos estudos disponíveis.
- No entanto, a escolha do antiplaquetário deve ser feita com base nas características individuais do paciente e no risco de sangramento 3, 5.
- A terapia antiplaquetária deve ser otimizada para minimizar o risco de eventos cardiovasculares e hemorrágicos 4, 6.