From the Guidelines
A decanulação em pacientes pediátricos deve seguir uma abordagem sistemática que garanta que a criança possa manter uma respiração adequada sem o tubo de traqueostomia. A decisão de decanulação deve ser baseada em dois critérios fundamentais: (1) a necessidade original para a traqueostomia não está mais presente e (2) o paciente é capaz de manter uma via aérea segura e adequada independentemente do tubo de traqueostomia 1. Alguns pontos importantes a considerar incluem:
- A avaliação da patência da via aérea superior através de laringoscopia direta ou broncoscopia 1
- A capacidade da criança de lidar com secreções 1
- A realização de testes de vedação do tubo por pelo menos 48-72 horas antes da decanulação 1
- A presença de critérios de prontidão específicos, como status respiratório estável, secreções mínimas, tosse eficaz, ausência de aspiração e prontidão desenvolvimental apropriada 1 A técnica de decanulação em uma etapa, que envolve a remoção do tubo durante a avaliação endoscópica, pode ser uma opção viável para muitos pacientes 1. É fundamental que a decanulação seja realizada em um ambiente controlado, com equipamentos de via aérea disponíveis, e que a criança seja monitorada de perto por 24-48 horas após a decanulação para detectar qualquer sinal de distresse respiratório 1. Além disso, a estoma geralmente fecha espontaneamente dentro de 5-7 dias, mas pode requerer fechamento cirúrgico se persistir além de 2 semanas 1. Essa abordagem cuidadosa é necessária porque a decanulação prematura pode levar a distresse respiratório, enquanto a decanulação tardia pode prolongar desnecessariamente as complicações relacionadas à traqueostomia e os impactos no desenvolvimento, particularmente nas habilidades de fala e alimentação em crianças pequenas 1.
From the Research
Decanulação em Pacientes Pediátricos
A decanulação em pacientes pediátricos é um processo complexo que envolve a remoção da tubulação de traqueostomia. Existem várias diretrizes e estudos que abordam esse tema, incluindo:
- Estudo publicado em 2016 2 que descreve a experiência de liberar crianças dependentes de ventilação mecânica em casa e decanulação. Os resultados mostram que 46 crianças alcançaram independência de ventilação mecânica e decanulação, com uma mediana de 9,5 visitas clínicas e 5 hospitalizações desde a alta inicial do hospital até a decanulação.
- Estudo publicado em 2021 3 que compara modalidades respiratórias terapêuticas para evitar reintubação em uma unidade de cuidados intensivos pediátricos. Os resultados mostram que o suporte respiratório terapêutico ajudou a evitar reintubação na maioria dos pacientes inicialmente extubados para ar ambiente ou cânula nasal com fluxo alto.
Procedimentos e Técnicas
Alguns procedimentos e técnicas são importantes para a decanulação em pacientes pediátricos, incluindo:
- Uso de ventilador não invasivo via traqueostomia, como descrito em um estudo de 2015 4 que relata o uso de ventilador não invasivo via traqueostomia em crianças com síndrome de hipoventilação central congênita.
- Uso de técnicas de teste de função pulmonar, como descrito em um estudo de 1986 5 que descreve uma técnica simples para teste de função pulmonar em pacientes com traqueostomias permanentes.
Considerações Clínicas
É importante considerar as seguintes questões clínicas ao realizar a decanulação em pacientes pediátricos:
- Avaliação cuidadosa da capacidade respiratória do paciente e da necessidade de suporte ventilatório 2.
- Uso de procedimentos e técnicas adequadas para minimizar o risco de complicações 4, 5.
- Consideração da individualização do tratamento e da seleção da modalidade de ventilação mais adequada para cada paciente 6.