What are the key aspects of diagnosing and managing choledocholithiasis, cholangitis, cholecystolithiasis, and cholelithiasis?

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Coledocolitíase (Choledocholithiasis)

1. Diagnóstico Diferencial

O diagnóstico diferencial da coledocolitíase inclui várias condições que causam obstrução biliar ou colestase 1, 2:

  • Colangite aguda
  • Colecistite aguda
  • Pancreatite biliar aguda
  • Colangiocarcinoma
  • Estenoses biliares benignas
  • Colangite esclerosante primária
  • Colangite esclerosante secundária
  • Colangite associada a IgG4
  • Compressão extrínseca da via biliar (tumores pancreáticos, metástases hepáticas)
  • Síndrome de Mirizzi (compressão do ducto hepático comum por cálculo impactado no ducto cístico)
  • Parasitoses biliares

2. Quadro Clínico

O quadro clínico da coledocolitíase pode variar desde assintomático até manifestações graves 2, 3, 4:

  • Dor em cólica no quadrante superior direito ou epigástrio (30-60 minutos após refeições)
  • Icterícia obstrutiva
  • Náuseas e vômitos
  • Febre (quando associada à colangite)
  • Calafrios (quando associada à colangite)
  • Dor referida para região supraclavicular direita e/ou ombro
  • Acolia fecal e colúria (em casos de obstrução biliar significativa)

2.1 Sintoma ou Sinal Clássico para Fechar o Diagnóstico

A tríade de Charcot (febre, icterícia e dor no quadrante superior direito) é o sinal clássico de colangite aguda secundária à coledocolitíase 2, 3. Esta tríade indica obstrução biliar complicada por infecção e representa uma emergência médica.

3. Definição e Fisiopatologia

A coledocolitíase é definida como a presença de cálculos no ducto biliar comum (colédoco). Ocorre em até 20% dos pacientes com colelitíase 5, 4.

Fisiopatologia: A maioria dos cálculos se forma na vesícula biliar e posteriormente migra para o ducto biliar comum. A obstrução do fluxo biliar pelo cálculo leva à estase biliar, aumento da pressão no sistema biliar e potencial infecção ascendente. A obstrução pode ser parcial ou completa, resultando em diferentes graus de icterícia 2, 4.

Os cálculos podem ser classificados como:

  • Cálculos de colesterol (mais comuns)
  • Cálculos mistos
  • Cálculos pigmentares (associados a hemólise crônica)

4. Diagnóstico

O diagnóstico da coledocolitíase baseia-se em 1, 2:

Exames Laboratoriais:

  • Elevação da fosfatase alcalina (marcador mais sensível de colestase)
  • Elevação da gama-glutamiltransferase (GGT)
  • Elevação das aminotransferases (ALT/AST) - geralmente 2-3x o limite superior
  • Elevação da bilirrubina (principalmente direta)
  • Leucocitose (em casos de colangite associada)

Exames de Imagem:

  • Ultrassonografia abdominal: exame inicial de escolha, com sensibilidade de 90-95% para cálculos na vesícula, mas limitada (25-60%) para cálculos no colédoco 1, 2
  • Colangioressonância magnética (CPRM): alta sensibilidade (80-100%) e especificidade (89-100%) para detecção de cálculos no colédoco 1
  • Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE): considerada padrão-ouro diagnóstico, mas reservada para casos com indicação terapêutica devido aos riscos associados 1
  • Ecoendoscopia (EUS): equivalente à CPRM na detecção de cálculos no colédoco 1
  • Ultrassonografia intraoperatória: utilizada durante colecistectomia laparoscópica para detectar cálculos no colédoco 4

5. Opções de Tratamento

Abordagem Cirúrgica:

  • CPRE com esfincterotomia e extração de cálculos: tratamento de escolha para coledocolitíase, com taxa de sucesso de 90% 1, 2
  • Colecistectomia laparoscópica com exploração do colédoco: indicada quando há colelitíase associada 6, 4
  • Litotripsia mecânica ou eletrohidráulica: para cálculos grandes (>10-15mm) ou impactados 1
  • Coledocotomia aberta: reservada para casos complexos onde as abordagens minimamente invasivas falham 4

Abordagem Conservadora:

  • Antibioticoterapia: indicada em casos de colangite associada (piperacilina-tazobactam, carbapenêmicos ou cefalosporinas de amplo espectro com metronidazol) 1, 2
  • Agentes de dissolução de cálculos biliares: como ácido ursodesoxicólico, para casos selecionados 7

6. Prescrição no Pós-Operatório

Após procedimento cirúrgico para coledocolitíase, a prescrição típica inclui:

  • Analgésicos: anti-inflamatórios não esteroidais ou opioides para controle da dor
  • Antibióticos: continuação do esquema em casos de colangite prévia (geralmente por 5-7 dias)
  • Hidratação endovenosa: até recuperação do trânsito intestinal
  • Profilaxia para tromboembolismo venoso: heparina de baixo peso molecular
  • Procinéticos: em casos de íleo paralítico
  • Inibidores de bomba de prótons: para proteção gástrica

7. Complicações Pós-Operatórias

As principais complicações após intervenção para coledocolitíase incluem 1:

  • Pancreatite pós-CPRE: complicação mais comum (3-5%)
  • Sangramento após esfincterotomia: 2% dos casos
  • Colangite: 1% dos casos
  • Perfuração duodenal: rara, mas grave
  • Estenose papilar tardia
  • Cálculos residuais ou recorrentes
  • Mortalidade relacionada ao procedimento: 0,4% 1

8. Complicações da Doença Não Tratada

Se não tratada, a coledocolitíase pode levar a complicações graves e potencialmente fatais 2, 3, 4:

  • Colangite aguda: infecção potencialmente fatal com mortalidade de 10-30% em casos graves
  • Pancreatite biliar aguda: devido à obstrução da ampola de Vater
  • Cirrose biliar secundária: devido à obstrução biliar crônica
  • Abscesso hepático: complicação da colangite ascendente
  • Sepse e choque séptico: em casos de colangite grave
  • Perfuração biliar: rara, mas com alta mortalidade

9. Classificações Importantes

Classificação de Gravidade da Colangite (Tóquio):

Grau I (leve): Colangite que não preenche os critérios para grau II ou III

Grau II (moderada): Presença de pelo menos dois dos seguintes:

  • Leucocitose/leucopenia
  • Febre alta
  • Idade > 75 anos
  • Hiperbilirrubinemia
  • Hipoalbuminemia

Grau III (grave): Disfunção de pelo menos um dos seguintes sistemas:

  • Cardiovascular: hipotensão que requer vasopressores
  • Neurológico: alteração do nível de consciência
  • Respiratório: PaO2/FiO2 < 300
  • Renal: oligúria, creatinina > 2mg/dL
  • Hepático: INR > 1,5
  • Hematológico: plaquetopenia < 100.000/mm³

Classificação de Risco para Coledocolitíase (Sociedade Americana de Endoscopia Gastrointestinal):

Alto risco (>50%):

  • Cálculo no colédoco visualizado na ultrassonografia
  • Clínica de colangite
  • Bilirrubina > 4mg/dL
  • Dilatação do colédoco na ultrassonografia (>6mm) com clínica de pancreatite biliar

Risco intermediário (10-50%):

  • Alterações laboratoriais hepáticas anormais
  • Idade > 55 anos
  • Dilatação do colédoco na ultrassonografia (>6mm)

Baixo risco (<10%):

  • Ausência dos critérios acima

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Acute Biliary Infections

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Research

Cholelithiasis and cholecystitis.

Journal of long-term effects of medical implants, 2005

Research

Choledocholithiasis: Evaluation, Treatment, and Outcomes.

Seminars in interventional radiology, 2016

Research

Cholelithiasis: Presentation and Management.

Journal of midwifery & women's health, 2019

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