Does choledocholithiasis present with jaundice, acholic stools, and choluria?

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Last updated: August 29, 2025View editorial policy

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Manifestações Clínicas da Coledocolitíase

Sim, a coledocolitíase tipicamente se manifesta com icterícia, acolia fecal e colúria, formando a tríade clássica da obstrução biliar.

Fisiopatologia da Obstrução Biliar

A coledocolitíase ocorre quando cálculos migram da vesícula biliar para o ducto biliar comum, causando obstrução ao fluxo normal da bile. Esta obstrução leva a uma série de manifestações clínicas características:

  • Icterícia: Resulta do acúmulo de bilirrubina na circulação sanguínea devido à obstrução do fluxo biliar. A bilirrubina se deposita nos tecidos, causando coloração amarelada da pele e mucosas 1, 2.

  • Acolia fecal: As fezes tornam-se pálidas ou esbranquiçadas devido à ausência de pigmentos biliares (estercobilina) que normalmente dão a coloração marrom às fezes 1.

  • Colúria: A urina torna-se escura (cor de chá forte) devido à excreção renal de bilirrubina conjugada 1, 2.

Quadro Clínico Completo

Além da tríade clássica mencionada acima, pacientes com coledocolitíase podem apresentar:

  • Dor no quadrante superior direito do abdome
  • Prurido (coceira) devido ao acúmulo de sais biliares na pele
  • Náuseas e vômitos
  • Febre e calafrios (sugestivos de colangite, uma complicação grave) 1

Alterações Laboratoriais

As alterações bioquímicas típicas incluem:

  • Elevação da fosfatase alcalina (FA) e gama-glutamil transpeptidase (GGT) - padrão colestático
  • Elevação da bilirrubina direta (conjugada)
  • Elevações variáveis das aminotransferases (AST/ALT) - geralmente menos proeminentes que as enzimas colestáticas 1

Diagnóstico

O diagnóstico de coledocolitíase baseia-se em:

  1. Avaliação clínica: Presença dos sinais e sintomas descritos acima
  2. Exames laboratoriais: Padrão colestático nas provas hepáticas
  3. Exames de imagem:
    • Ultrassonografia abdominal: exame inicial para detectar dilatação das vias biliares (sensibilidade de 88% para dilatação do ducto biliar comum) 2
    • Colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM): excelente para detectar cálculos no colédoco (sensibilidade 93%, especificidade 96%) 2
    • Ecoendoscopia: alta sensibilidade (95%) e especificidade (97%) 2
    • CPRE: padrão-ouro diagnóstico e terapêutico 1, 3

Tratamento

O tratamento definitivo da coledocolitíase envolve:

  • CPRE com esfincterotomia e extração dos cálculos: Taxa de sucesso de aproximadamente 90% 1, 3
  • Colecistectomia laparoscópica: Necessária para prevenir recorrência em pacientes com vesícula in situ 3, 4

Complicações

Se não tratada, a coledocolitíase pode levar a:

  • Colangite aguda (infecção das vias biliares)
  • Pancreatite aguda biliar
  • Cirrose biliar secundária
  • Sepse e falência de múltiplos órgãos 1, 5

Considerações Especiais

É importante diferenciar a coledocolitíase de outras causas de obstrução biliar, como neoplasias das vias biliares (colangiocarcinoma), que podem apresentar quadro clínico semelhante, porém com evolução mais insidiosa 1, 6.

A presença de múltiplos cálculos no colédoco tende a apresentar início mais insidioso de icterícia indolor, enquanto cálculos únicos ou em menor número geralmente causam início mais abrupto de colangite ou dor 6.

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Biliary Tract Disorders

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Research

Acute bacterial cholangitis.

Current treatment options in gastroenterology, 2006

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