What is the risk of urinary tract infections (UTIs) in patients with ureterostomia?

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Last updated: September 24, 2025View editorial policy

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Risco de Infecção Urinária em Pacientes com Ureterostomia

Pacientes com ureterostomia apresentam risco significativamente elevado de infecções urinárias devido às alterações anatômicas e funcionais do trato urinário, sendo considerados como portadores de fatores de risco para infecções urinárias complicadas. 1

Fatores de Risco Específicos

A ureterostomia representa uma alteração anatômica significativa do trato urinário que predispõe a infecções por diversos mecanismos:

  • Alteração anatômica: A ureterostomia é considerada uma anormalidade estrutural que classifica qualquer infecção urinária como "complicada" 1
  • Presença de cateter/estoma: Funciona como porta de entrada para microrganismos 2
  • Formação de biofilme: Bactérias podem formar biofilmes na superfície interna dos cateteres, protegendo-as de agentes antimicrobianos 2
  • Colonização bacteriana: Ocorre quase inevitavelmente em pacientes com cateterização de longo prazo 2

Microrganismos Comuns

Os patógenos mais frequentemente associados às infecções em pacientes com ureterostomia incluem:

  • Escherichia coli: Responsável por aproximadamente 75% das infecções urinárias recorrentes 1
  • Enterococcus faecalis
  • Proteus mirabilis: Particularmente problemático por produzir urease, levando à formação de incrustações 2
  • Klebsiella
  • Staphylococcus 1, 3

Prevenção de Infecções

Para reduzir o risco de infecções urinárias em pacientes com ureterostomia, recomenda-se:

  • Hidratação adequada: Promover micção frequente para limpeza do trato urinário 1, 4
  • Higiene rigorosa: Cuidados meticulosos com o estoma e região periestoma
  • Troca adequada de dispositivos: Quando aplicável, seguir rigorosamente os protocolos de troca
  • Monitoramento de sintomas: Identificação precoce de sinais de infecção

Tratamento de Infecções

Quando ocorrer infecção urinária em pacientes com ureterostomia:

  • Coleta de cultura: Fundamental para identificação do patógeno e teste de sensibilidade
  • Antibioticoterapia empírica inicial: Considerar cobertura para patógenos comuns, incluindo E. coli e Proteus
  • Ajuste conforme antibiograma: Essencial para evitar falha terapêutica e recorrência 5
  • Duração do tratamento: 7-14 dias para infecções complicadas 4

Opções de antibióticos:

  • Primeira linha: Nitrofurantoína 100mg duas vezes ao dia por 5-7 dias (se função renal adequada)
  • Alternativas: Fosfomicina trometamol 3g dose única, ou Trimetoprim-sulfametoxazol 160/800mg duas vezes ao dia por 7 dias (se resistência local <20%) 4
  • Infecções graves: Considerar antibióticos parenterais como ceftriaxona ou cefotaxima 4

Manejo de Infecções Recorrentes

Em casos de infecções recorrentes:

  • Avaliação urológica: Investigar obstruções, cálculos ou outras complicações
  • Profilaxia antibiótica: Considerar em casos selecionados com infecções frequentes (≥3 por ano) 4
  • Troca de cateter: Quando aplicável, realizar troca dentro dos primeiros 4 dias de infecção para reduzir risco de recorrência 5

Complicações Potenciais

As infecções urinárias em pacientes com ureterostomia podem levar a:

  • Bacteremia: Ocorre em 2-4% dos pacientes com infecção urinária associada a cateter 2
  • Cicatrizes renais: Risco aumentado com infecções recorrentes 1
  • Pielonefrite: Pode ocorrer por ascensão da infecção
  • Sepse urinária: Complicação grave que requer intervenção imediata

É fundamental o acompanhamento regular destes pacientes por equipe multidisciplinar, incluindo urologista, para minimizar o risco de complicações e garantir intervenção precoce quando necessário.

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Urinary Tract Infection Treatment Guidelines

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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