What is the initial management of neurogenic shock?

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Manejo do Choque Neurogênico

O tratamento inicial do choque neurogênico deve incluir a administração de norepinefrina como vasopressor de escolha, associada à reposição volêmica com cristaloides isotônicos para manter a perfusão tecidual adequada.

Definição e Fisiopatologia

O choque neurogênico é um tipo de choque distributivo causado por lesão da medula espinhal, geralmente acima do nível T6, resultando em:

  • Perda do tônus simpático
  • Vasodilatação periférica significativa
  • Hipotensão arterial
  • Bradicardia paradoxal (devido à predominância do tônus vagal)
  • Diminuição da resistência vascular periférica

Avaliação Inicial

  • Imobilização rigorosa da coluna vertebral
  • Avaliação rápida da gravidade da lesão medular
  • Monitorização hemodinâmica:
    • Pressão arterial
    • Frequência cardíaca
    • Débito urinário
    • Lactato sérico
    • Déficit de base
    • Saturação venosa central de oxigênio (quando disponível)

Tratamento do Choque Neurogênico

1. Reposição Volêmica

  • Administrar cristaloides isotônicos (solução salina 0,9% ou Ringer lactato) 1
  • Iniciar com bolus de 20 ml/kg 1
  • Avaliar resposta hemodinâmica e necessidade de bolus adicionais
  • Monitorar sinais de sobrecarga volêmica

2. Terapia Vasopressora

  • Norepinefrina é o vasopressor de escolha 1

    • Iniciar com 8-12 μg/min e ajustar conforme resposta
    • Titular para manter PAM ≥ 65-70 mmHg
  • Em casos de bradicardia significativa associada à hipotensão:

    • Considerar atropina 1
    • Se não houver resposta à atropina, considerar dopamina 1, 2

3. Suporte Ventilatório

  • Considerar intubação orotraqueal precoce em pacientes com:
    • Comprometimento da via aérea
    • Insuficiência respiratória
    • Lesão medular cervical alta

4. Monitorização Contínua

  • Parâmetros alvo:
    • PAM ≥ 65-70 mmHg
    • Débito urinário > 0,5 ml/kg/h
    • Clearance de lactato
    • Déficit de base normalizado
    • ScvO₂ ≥ 70% (quando disponível)

Considerações Especiais

Diferenças entre Choque Neurogênico e Outros Tipos de Choque

  • Choque neurogênico: vasodilatação + bradicardia
  • Choque hipovolêmico: vasoconstrição + taquicardia
  • Choque séptico: vasodilatação + taquicardia
  • Choque cardiogênico: baixo débito cardíaco + congestão pulmonar

Cuidados com Lesão Medular Associada

  • Manter PAM ≥ 85-90 mmHg nas primeiras 7 dias após lesão medular para otimizar perfusão medular 3
  • Evitar hipotensão que possa agravar o dano neurológico secundário
  • Considerar descompressão cirúrgica precoce em casos de déficit neurológico incompleto 4

Armadilhas e Complicações

  • Evitar sobrecarga volêmica que pode levar à congestão pulmonar
  • Não confundir com choque hipovolêmico em pacientes com trauma (realizar avaliação cuidadosa)
  • Monitorar efeitos adversos dos vasopressores (isquemia periférica, arritmias)
  • A incidência real do choque neurogênico é de aproximadamente 29% em lesões cervicais 5

Algoritmo de Tratamento

  1. Imobilização da coluna e avaliação primária
  2. Iniciar reposição volêmica com cristaloides isotônicos
  3. Se PAM < 65 mmHg após reposição volêmica adequada, iniciar norepinefrina
  4. Se bradicardia significativa, considerar atropina
  5. Monitorização contínua dos parâmetros hemodinâmicos e perfusionais
  6. Considerar transferência para centro de trauma com experiência em lesão medular

O manejo adequado do choque neurogênico requer reconhecimento precoce e intervenção rápida para prevenir complicações e melhorar o prognóstico neurológico.

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