What are the best treatment approaches for a patient with chronic osteomyelitis due to a metal implant and for a patient co-infected with HTLV-1 and Strongyloides stercoralis?

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Tratamento de Osteomielite Crônica Associada a Implante Metálico e Estrongiloidíase em Paciente com HTLV-1

Item 4: Osteomielite Crônica Associada a Implante

A resposta correta é D: planejar reabordagem cirúrgica com retirada do material de síntese, coleta de amostras intraoperatórias e posterior início de antibiótico conforme resultado de cultura recente.

Justificativa:

A osteomielite crônica associada a implante metálico requer uma abordagem que combine intervenção cirúrgica e terapia antimicrobiana adequada. No caso apresentado, temos:

  • Paciente diabético tipo 2 com secreção purulenta em ferida crônica
  • Implante metálico há 18 meses com duas reoperações prévias
  • Radiografia mostrando esclerose óssea e alterações compatíveis com osteomielite crônica
  • PCR elevada (3,8 mg/dL)

Abordagem Cirúrgica:

  • A remoção do implante é essencial para erradicação da infecção em osteomielite crônica 1
  • A coleta de amostras intraoperatórias de osso é o padrão-ouro para diagnóstico microbiológico definitivo 1
  • O desbridamento cirúrgico adequado é fundamental para remover o biofilme bacteriano que se forma na superfície do implante 1

Terapia Antimicrobiana:

  • O tratamento antibiótico deve ser guiado por culturas ósseas, não por culturas de tecidos moles 1
  • Após remoção do implante, 6 semanas de antibioticoterapia são consideradas suficientes 1
  • Iniciar antibióticos empiricamente sem abordagem cirúrgica adequada tem alta taxa de falha terapêutica 1

Por que as outras alternativas estão incorretas:

Alternativa A (iniciar empiricamente vancomicina e cefepime por seis semanas, mantendo o material de síntese): Incorreta porque manter o implante em osteomielite crônica está associado a altas taxas de falha terapêutica. O estudo DATIPO mostrou que mesmo com 12 semanas de antibioticoterapia, a taxa de infecção persistente é alta quando se mantém o implante 1.

Alternativa B (iniciar linezolida oral com base em cultura de secreção coletada há seis meses): Incorreta porque culturas antigas não refletem a microbiota atual, e a linezolida em monoterapia é inferior para tratamento de biofilme 1. Além disso, não há abordagem cirúrgica proposta.

Alternativa C (solicitar ressonância magnética, colher hemoculturas e iniciar rifampicina associada a sulfametoxazol-trimetoprim): Incorreta porque, embora a rifampicina seja eficaz contra biofilme em infecções estafilocócicas, a radiografia já confirma o diagnóstico de osteomielite, tornando a RM desnecessária. Além disso, não há proposta de abordagem cirúrgica, que é essencial 1.

Item 5: Estrongiloidíase em Paciente com HTLV-1

A resposta correta é A: ivermectina.

Justificativa:

A ivermectina é o tratamento de escolha para estrongiloidíase, especialmente em pacientes coinfectados com HTLV-1:

  • Pacientes com HTLV-1 têm maior risco de desenvolver formas graves de estrongiloidíase (síndrome de hiperinfecção e estrongiloidíase disseminada) 2, 3
  • A ivermectina é mais eficaz que outras opções terapêuticas para erradicação do Strongyloides stercoralis 2
  • Pacientes com HTLV-1 apresentam maior taxa de falha terapêutica (OR 5,05) e requerem monitoramento cuidadoso após o tratamento 4
  • A coinfecção HTLV-1/Strongyloides aumenta significativamente o risco de formas graves da parasitose (OR 59,9) 4

Por que as outras alternativas estão incorretas:

Alternativa B (nitazoxanida): Não é o tratamento de primeira linha para estrongiloidíase.

Alternativa C (praziquantel): Indicado para tratamento de esquistossomose e outras infecções por trematódeos e cestódeos, não para nematódeos como Strongyloides.

Alternativa D (secnidazol): Eficaz contra protozoários como Giardia e Entamoeba, não contra helmintos como Strongyloides.

Considerações adicionais sobre o tratamento da estrongiloidíase em pacientes com HTLV-1:

  • Pacientes coinfectados podem necessitar de múltiplos ciclos de tratamento devido à maior taxa de falha terapêutica 3, 4
  • O monitoramento pós-tratamento é essencial, pois a erradicação completa do parasita é mais difícil nestes pacientes 4
  • A dose recomendada de ivermectina é 200 μg/kg, repetida após 2 semanas 3

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