How to transition from intravenous (IV) furosemide to oral?

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Transição de Furosemida Endovenosa para Via Oral

Para fazer a transição de furosemida endovenosa 20 mg 12/12h para via oral, deve-se administrar uma dose oral equivalente a 40 mg 12/12h, considerando a biodisponibilidade oral de aproximadamente 60-64% da furosemida.

Princípios da Conversão EV para VO

  • A biodisponibilidade oral da furosemida é variável, com média de 60-64% em comparação com a administração intravenosa, o que justifica o aumento da dose na conversão 1, 2
  • A furosemida tem boa biodisponibilidade oral em pacientes com cirrose, favorecendo o uso da via oral quando o paciente estiver estável 3
  • A absorção oral da furosemida ocorre dentro de 1 hora, com pico de efeito entre a primeira e segunda hora após administração 1
  • A duração do efeito diurético é de 6 a 8 horas após administração oral 1

Algoritmo para Transição EV para VO

  1. Avaliação da estabilidade clínica:

    • Confirmar que o paciente está hemodinamicamente estável 3
    • Verificar se há resposta adequada à diurese com a dose atual 3
  2. Cálculo da dose oral equivalente:

    • Para furosemida EV 20 mg 12/12h (40 mg/dia), a dose oral equivalente deve ser aproximadamente 40 mg 12/12h (80 mg/dia) 1, 2
    • Esta conversão considera a biodisponibilidade oral reduzida (60-64%) em comparação com a via endovenosa 1
  3. Implementação da transição:

    • Administrar a primeira dose oral 12 horas após a última dose endovenosa 3
    • Manter o mesmo intervalo de administração (12/12h) para preservar o efeito terapêutico 3
  4. Monitorização após transição:

    • Avaliar resposta diurética nas primeiras 24-48 horas após a transição 3
    • Monitorar peso, balanço hídrico e sinais de congestão 3
    • Verificar eletrólitos séricos, especialmente potássio e sódio 3

Considerações Importantes

  • A resposta à furosemida está mais relacionada à concentração do fármaco na urina do que no plasma, o que explica por que doses orais maiores são necessárias para obter efeito semelhante ao da via endovenosa 4
  • A variabilidade na absorção oral da furosemida é significativa entre pacientes e até no mesmo paciente em momentos diferentes, o que pode exigir ajustes individualizados da dose 5
  • Em idosos, a resposta à furosemida pode ser reduzida devido à menor depuração renal do fármaco, podendo requerer monitoramento mais cuidadoso 1, 5
  • Pacientes com insuficiência cardíaca ou cirrose podem apresentar absorção oral variável, necessitando de ajustes de dose baseados na resposta clínica 3

Ajustes de Dose Pós-Transição

  • Se a resposta diurética for inadequada após a transição, considerar:

    • Aumentar a dose oral em incrementos de 40 mg/dia 3
    • Manter a proporção de 100 mg de espironolactona para 40 mg de furosemida quando usados em combinação para tratamento de ascite 3
    • A dose máxima usual de furosemida oral é de 160 mg/dia em casos de ascite por cirrose 3
  • Se ocorrer diurese excessiva ou distúrbios eletrolíticos:

    • Reduzir a dose oral ou aumentar o intervalo entre as doses 3
    • Suspender temporariamente a furosemida em caso de hipocalemia 3

A transição bem-sucedida da furosemida endovenosa para oral requer monitoramento cuidadoso da resposta diurética e dos eletrólitos séricos para garantir eficácia terapêutica contínua e minimizar efeitos adversos 3.

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