Manejo de Contato com Cachorro que Morreu com Leishmaniose
Após contato com um cachorro que morreu com leishmaniose, você deve buscar avaliação médica para monitoramento, mas não é necessário tratamento imediato se não houver sintomas, pois a transmissão ocorre principalmente através da picada do flebotomíneo (mosquito-palha) e não pelo contato direto com o animal.
Avaliação do Risco de Transmissão
- A leishmaniose não é transmitida diretamente pelo contato com cães infectados, mas sim através da picada de flebotomíneos (mosquitos-palha) infectados 1, 2
- O simples contato com um cão infectado, mesmo que tenha morrido da doença, não é suficiente para causar infecção em humanos 1
- A vigilância clínica é recomendada para pessoas que tiveram contato com áreas endêmicas ou animais infectados, mas o tratamento profilático não é indicado 1
Monitoramento Recomendado
- Realize monitoramento clínico por 6-12 meses após a exposição, observando o surgimento de lesões cutâneas ou sintomas sistêmicos 1
- Fique atento aos sinais iniciais da leishmaniose cutânea: pápulas, nódulos ou úlceras indolores em áreas expostas da pele 1
- Procure atendimento médico imediatamente se desenvolver febre persistente, perda de peso, aumento do baço ou fígado (sinais de leishmaniose visceral) 1
Quando Buscar Avaliação Médica
- Busque avaliação médica se desenvolver qualquer lesão cutânea persistente, especialmente se apresentar bordas elevadas e induradas 1
- Sintomas como obstrução nasal crônica, epistaxe (sangramento nasal) ou rouquidão devem ser avaliados imediatamente para descartar leishmaniose mucocutânea 1
- Pessoas imunocomprometidas devem ter vigilância mais rigorosa, pois apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença 3
Diagnóstico se Surgirem Sintomas
- O diagnóstico da leishmaniose é confirmado através de testes parasitológicos (visualização direta do parasita), cultura, PCR ou testes sorológicos 1
- Recomenda-se a confirmação parasitológica antes de iniciar qualquer tratamento 1, 2
- Testes sorológicos têm baixa sensibilidade para leishmaniose cutânea e não são recomendados como parte da avaliação diagnóstica 1
Tratamento (Apenas se Desenvolver a Doença)
- O tratamento só é indicado se houver manifestações clínicas confirmadas da doença 1
- Para leishmaniose cutânea simples, algumas lesões podem ser observadas sem tratamento específico se estiverem cicatrizando espontaneamente 1
- Para formas complexas ou com risco de leishmaniose mucocutânea, o tratamento sistêmico é recomendado 1
- A anfotericina B lipossomal é o medicamento de escolha para leishmaniose visceral 1
Prevenção Futura
- Use repelentes contra insetos e roupas que cubram a pele em áreas endêmicas 1
- Evite atividades ao ar livre durante os períodos de maior atividade dos flebotomíneos (entardecer e amanhecer) 4
- Não é recomendada profilaxia medicamentosa primária, mesmo para pessoas que tiveram contato com animais infectados 1
Pontos Importantes
- A maioria das pessoas expostas ao parasita não desenvolve a doença, especialmente se imunocompetentes 3
- O período de incubação da leishmaniose cutânea geralmente é de várias semanas após a picada do inseto vetor 1
- O monitoramento é especialmente importante se o contato ocorreu em áreas onde existe risco de leishmaniose mucocutânea (América do Sul) 1