What is the structure of fungi, how do they invade and evade the host, and what is their relationship with skin microbiota?

Medical Advisory BoardAll articles are reviewed for accuracy by our Medical Advisory Board
Educational purpose only • Exercise caution as content is pending human review
Article Review Status
Submitted
Under Review
Approved

Last updated: October 7, 2025View editorial policy

Personalize

Help us tailor your experience

Which best describes you? Your choice helps us use language that's most understandable for you.

Estrutura dos Fungos, Invasão, Evasão e Relação com a Microbiota da Pele

Os fungos possuem uma parede celular complexa composta principalmente por quitina, glucanos e glicoproteínas, que lhes confere proteção contra estresses ambientais e determina sua interação com o hospedeiro, sendo o estado imunológico do hospedeiro o principal fator que determina se o fungo se tornará patogênico. 1, 2

Estrutura dos Fungos

Composição da Parede Celular

  • A parede celular fúngica é composta principalmente por quitina, glucanos, mananos e glicoproteínas, formando uma estrutura dinâmica e essencial para sua sobrevivência 3
  • Possui uma camada interna composta por quitina e β-glucanos que funciona como um esqueleto flexível viscoelástico, determinando a forma e resistência do fungo 4
  • A camada externa é mais diversa, contendo polímeros e proteínas glicosiladas que conferem propriedades de hidrofobicidade, adesividade e heterogeneidade química e imunológica 4
  • Os componentes da parede celular são interligados covalentemente, sendo este um processo dinâmico que ocorre extracelularmente 3

Funções da Parede Celular

  • Protege o conteúdo celular contra mudanças osmóticas e outros estresses ambientais 2
  • Confere rigidez e define a estrutura celular do fungo 2
  • Medeia todas as relações da célula fúngica com o ambiente 2
  • Contém enzimas hidrolíticas (quitinases e glucanases) que mantêm a plasticidade da parede durante o crescimento e morfogênese 5
  • Serve como alvo para medicamentos antifúngicos, já que seus componentes não estão presentes em células humanas 2

Mecanismos de Invasão

Fatores que Facilitam a Invasão

  • Fungos patogênicos secretam enzimas extracelulares como serina hidrolases que podem degradar tecidos do hospedeiro 1
  • Alguns fungos, como Pestalotiopsis microspora, possuem capacidade de degradação robusta mesmo em condições anaeróbicas 1
  • A capacidade de adesão às superfícies do hospedeiro é mediada por adesinas e receptores presentes na parede celular 2
  • Em condições de imunossupressão, fungos como Aspergillus podem causar angioinvasão, produzindo trombose e infarto da mucosa, levando à necrose tecidual 1

Padrões de Invasão

  • Na rinossinusite fúngica invasiva, as hifas fúngicas podem ser vistas dentro do tecido mucoso, demonstrando padrões de angioinvasão ou outros padrões infiltrativos 1
  • Aspergillus sp. apresenta hifas septadas de largura uniforme com ramificação em ângulos agudos (dicotômicas), frequentemente descritas como ramificando-se em 45 graus 1
  • Zigomicetos (Rhizopus, Mucor, Rhizomucor) possuem hifas não-septadas com ramificação em ângulo amplo 1
  • O estado imunológico do hospedeiro é geralmente o fator determinante para o tipo e gravidade da infecção fúngica 1

Mecanismos de Evasão

Evasão do Sistema Imunológico

  • Fungos podem modificar a qualidade ou quantidade da enzima-alvo (lanosterol 14-α-demetilase) para desenvolver resistência a antifúngicos azólicos 6
  • Mutações pontuais no gene ERG11, que codifica a enzima-alvo, levam a uma afinidade reduzida pelos azóis 6
  • Superexpressão de ERG11 resulta na produção de altas concentrações da enzima-alvo, criando a necessidade de concentrações intracelulares mais altas do medicamento 6
  • Ativação de transportadores de efluxo multidrogas (codificados por genes MDR e CDR) que bombeiam ativamente os antifúngicos para fora da célula 6, 7

Resistência Cruzada

  • Isolados clínicos fúngicos com suscetibilidade reduzida a um agente antifúngico azólico podem também ser menos suscetíveis a outros derivados azólicos 7
  • Candida krusei deve ser considerada resistente ao fluconazol, com resistência mediada pela sensibilidade reduzida da enzima-alvo à inibição pelo agente 6
  • Candida glabrata geralmente apresenta regulação positiva de genes CDR, resultando em resistência a múltiplos azóis 6
  • Estudos in vitro e in vivo sugerem que a atividade da anfotericina B pode ser suprimida por terapia antifúngica prévia com azóis 7

Relação com a Microbiota da Pele

Papel dos Fungos na Microbiota Cutânea

  • Os fungos são ubíquos no ambiente e podem ser encontrados no muco nasal de quase todos os seios paranasais saudáveis e doentes 1
  • Na pele, os fungos podem fazer parte da microbiota normal ou se tornarem patogênicos dependendo do estado imunológico do hospedeiro 1
  • Em pacientes com dermatite atópica (DA), a disbiose microbiana com bactérias, vírus e fungos pode exacerbar a inflamação cutânea 1

Interação com o Sistema Imunológico

  • Os fungos podem induzir uma forte resposta imune Th2 quando em contato prolongado com a mucosa, levando a fenótipos inflamatórios polipoides, como na Rinossinusite Fúngica Alérgica (AFRS) 1
  • Componentes da parede celular fúngica têm alta capacidade imunogênica e podem direcionar a resposta imune do hospedeiro para promover o crescimento e disseminação do fungo 2
  • A disrupção do "micobioma" com drogas antifúngicas pode predispor a inflamação alérgica das vias aéreas, sugerindo um papel dos fungos na regulação da inflamação e homeostase imunológica 1
  • Ácidos graxos de cadeia curta (SCFAs) produzidos pela fermentação de fibras dietéticas pela microbiota intestinal podem influenciar a inflamação alérgica pulmonar, alterando o estado de maturação dos precursores de células dendríticas na medula óssea 1

Condições Patológicas Associadas

  • Em pacientes imunocompetentes, os fungos podem formar concreções (bolas fúngicas) quando não são eliminados pela ação mecânica do muco 1
  • Em pacientes imunocomprometidos, principalmente com diabetes (50%) e malignidades hematológicas (40%), os fungos podem causar infecções invasivas 1
  • A colonização e infecção por Staphylococcus aureus em pacientes com dermatite atópica está associada ao aumento das respostas IgE, alergia alimentar e gravidade da doença cutânea 1
  • A colonização por S. aureus ocorre como resultado da disfunção da barreira cutânea e aumento da expressão de IL-4 e IL-13, que aumentam a ligação de S. aureus à pele com DA e reduzem sua eliminação 1

Implicações Terapêuticas

Alvos Antifúngicos

  • A parede celular fúngica é um excelente alvo para terapia antifúngica, pois seus componentes não estão presentes em humanos 2
  • O fluconazol é um inibidor altamente seletivo da enzima lanosterol 14-α-demetilase dependente do citocromo P450 fúngico, que converte lanosterol em ergosterol 6
  • O itraconazol inibe a síntese de ergosterol dependente do citocromo P450, um componente vital das membranas celulares fúngicas 7
  • A perda de esteróis normais correlaciona-se com o acúmulo de esteróis 14-α-metil em fungos e pode ser responsável pela atividade fungistática do fluconazol 6

Considerações Clínicas

  • O diagnóstico precoce de infecções fúngicas invasivas é crucial, pois o atraso está associado ao aumento da mortalidade 1
  • A rinossinusite fúngica invasiva é definida pela presença de hifas fúngicas "dentro" do tecido mucoso, demonstrando angioinvasão clássica ou outros padrões infiltrativos 1
  • Os dois critérios diagnósticos mais importantes para qualquer forma de doença fúngica "invasiva" são: rinossinusite confirmada por imagem radiológica e evidência histopatológica de formas hifais dentro da mucosa sinusal, submucosa, vasos sanguíneos ou osso 1
  • A aparência endoscópica de necrose é um sinal característico da doença fúngica invasiva, com o corneto médio classicamente envolvido 1

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Research

The structure and synthesis of the fungal cell wall.

BioEssays : news and reviews in molecular, cellular and developmental biology, 2006

Research

Architecture of the dynamic fungal cell wall.

Nature reviews. Microbiology, 2023

Research

Fungal cell wall chitinases and glucanases.

Microbiology (Reading, England), 2004

Professional Medical Disclaimer

This information is intended for healthcare professionals. Any medical decision-making should rely on clinical judgment and independently verified information. The content provided herein does not replace professional discretion and should be considered supplementary to established clinical guidelines. Healthcare providers should verify all information against primary literature and current practice standards before application in patient care. Dr.Oracle assumes no liability for clinical decisions based on this content.

Have a follow-up question?

Our Medical A.I. is used by practicing medical doctors at top research institutions around the world. Ask any follow up question and get world-class guideline-backed answers instantly.