Conduta para Paciente com Hipotensão, Sudorese, Sonolência e Turgência Jugular
Para este paciente com sinais de choque cardiogênico (PA 70x40mmHg, FC 128, sudorese, sonolência e turgência jugular), a conduta mais adequada é iniciar norepinefrina após rápida avaliação da volemia, visando manter pressão arterial média ≥65 mmHg, seguida de avaliação ecocardiográfica para determinar a etiologia e guiar o tratamento definitivo.
Avaliação Inicial e Diagnóstico
- A presença de hipotensão (PA 70x40mmHg), taquicardia (FC 128), sudorese, sonolência e turgência jugular sugere fortemente choque cardiogênico 1
- A turgência jugular é um sinal altamente específico (80%) e sensível (81%) para elevação da pressão de enchimento ventricular esquerda (≥18 mmHg) 2
- Este quadro corresponde à classe 4 na classificação de Killip (choque cardiogênico), caracterizado por hipoperfusão tecidual grave, hipotensão, pulso de baixa amplitude e taquicardia 1
Conduta Imediata
Suporte Hemodinâmico:
Avaliação da Volemia:
Monitorização:
Avaliação Complementar
- Ecocardiografia à beira-leito: essencial para determinar a etiologia do choque (disfunção ventricular, tamponamento cardíaco, insuficiência valvar aguda) 1, 5
- Eletrocardiograma: para identificar isquemia, infarto ou arritmias 1
- Radiografia de tórax: para avaliar congestão pulmonar e tamanho cardíaco 1
Tratamento Específico Baseado na Etiologia
Se choque cardiogênico por disfunção ventricular:
Se tamponamento cardíaco:
- Pericardiocentese de emergência após confirmação ecocardiográfica 5
Se choque obstrutivo (embolia pulmonar maciça):
- Considerar terapia trombolítica ou intervenção mecânica após confirmação diagnóstica 1
Cuidados Adicionais
- Administrar oxigênio suplementar para manter saturação >94% 1
- Considerar intubação endotraqueal se houver comprometimento respiratório significativo 1
- Monitorar resposta ao tratamento através de parâmetros clínicos (PA, FC, perfusão periférica, débito urinário) e laboratoriais (lactato, SvO2) 1
Pontos de Atenção
- A presença de turgência jugular com hipotensão sugere choque cardiogênico ou obstrutivo, diferenciando-o do choque hipovolêmico (onde haveria colapso venoso jugular) 1, 6
- Evitar sobrecarga de volume em pacientes com sinais de congestão (turgência jugular) 1
- Não retardar o uso de vasopressores em pacientes com hipotensão grave enquanto aguarda resposta completa à reposição volêmica 1
- O uso de norepinefrina é preferível ao de dopamina em pacientes com taquicardia significativa 1