What are the treatments for disautonomia with hypotension and vasovagal syncope?

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Tratamentos e Indicações para Disautonomia com Hipotensão e Síncope Vasovagal

O tratamento da disautonomia com hipotensão ortostática e síncope vasovagal deve iniciar com medidas não-farmacológicas como aumento da ingestão de sal e líquidos, seguido por medicamentos como fludrocortisona e midodrina em casos mais graves ou refratários.

Medidas Gerais e Educação do Paciente

  • A maioria dos pacientes com síncope vasovagal necessita principalmente de orientação e educação sobre a natureza benigna da condição 1
  • Informar o paciente sobre a probabilidade de recorrência da síncope e reconhecimento dos sintomas prodrômicos que podem permitir evitar um episódio completo 1
  • Evitar fatores desencadeantes como:
    • Ambientes quentes e confinados
    • Desidratação e depleção de volume
    • Exposição prolongada à posição ortostática
    • Procedimentos como venopunção quando possível 1

Tratamento Não-Farmacológico

Primeira Linha de Tratamento:

  • Expansão do volume intravascular:

    • Aumento da ingestão de sal e eletrólitos (suplementos de sal, bebidas esportivas)
    • Ingestão de líquidos de 2-2,5 litros por dia 1
    • Considerado entre as abordagens iniciais mais seguras (nível B de evidência) 1
  • Manobras físicas:

    • Manobras de contrapressão física como cruzamento de pernas, tensão muscular e aperto de mãos com força máxima 1
    • Estas manobras são particularmente úteis em pacientes com pródromo suficiente 1
  • Medidas posturais:

    • Elevação da cabeceira da cama em 10-30 graus durante o sono 1, 2
    • Treinamento postural (tilt-training) - períodos progressivamente prolongados de postura ereta forçada em pacientes altamente motivados 1
  • Compressão venosa:

    • Uso de meias de compressão e cintas abdominais para reduzir o acúmulo de sangue nas extremidades inferiores 1
    • As vestimentas devem ser pelo menos até a coxa e preferencialmente incluir o abdômen 1
  • Exercícios físicos:

    • Treinamento físico moderado, especialmente natação 1
    • Exercícios supervisionados, principalmente sentado, deitado ou na água 2

Tratamento Farmacológico

Para Síncope Vasovagal:

  • Midodrina:

    • Indicada para pacientes com síncope vasovagal recorrente, especialmente na forma ortostática 1, 3
    • Agonista alfa-1 que aumenta o tônus vascular e eleva a pressão arterial 3
    • Dose: 10mg três vezes ao dia, com a última dose não após às 18h 1
    • Contraindicada em pacientes com hipertensão, insuficiência cardíaca ou retenção urinária 1
    • Efeitos colaterais: hipertensão supina, formigamento no couro cabeludo, piloereção 1
  • Fludrocortisona:

    • Considerada como primeira opção em tratamentos farmacológicos para hipotensão ortostática 1
    • Dose baixa (0,1 a 0,2 mg por dia) 1
    • Aumenta o volume plasmático, resultando em melhora dos sintomas de hipotensão ortostática 1
    • Efeitos colaterais: hipertensão supina, edema, hipocalemia e cefaleia 1
  • Paroxetina:

    • Mostrou-se eficaz em um estudo controlado com placebo, mas necessita confirmação por outros estudos 1
    • Não é recomendada como tratamento de rotina 1
  • Beta-bloqueadores:

    • As evidências não apoiam a eficácia de beta-bloqueadores (nível A) 1
    • Podem agravar a bradicardia em casos cardioinibitórios 1
    • Não são indicados em outras formas de síncope neuromediada e podem ser prejudiciais em síndromes disautonômicas 1

Para Hipotensão Ortostática Neurogênica:

  • Midodrina:

    • Benefício demonstrado em pacientes com hipotensão ortostática neurogênica 1
    • Efeito dose-dependente, correspondendo a um aumento na pressão arterial em pé 1
  • Droxidopa:

    • Benéfica em pacientes com hipotensão ortostática neurogênica devido à doença de Parkinson, falência autonômica pura e atrofia de múltiplos sistemas 1
    • Pode reduzir quedas, segundo pequenos estudos 1

Tratamento com Marcapasso

  • Indicações para marcapasso cardíaco:
    • Síndrome do seio carotídeo cardioinibitória ou mista 1
    • Síncope vasovagal cardioinibitória com frequência >5 ataques por ano ou lesão física grave ou acidente e idade >40 anos 1
    • Pacientes com pausas assintomáticas documentadas >3 segundos ou pausas assintomáticas >6 segundos 1

Considerações Especiais e Armadilhas

  • Hipertensão supina:

    • Complicação comum em pacientes com hipotensão ortostática neurogênica (>50% dos casos) 2
    • O risco imediato e as consequências da hipotensão ortostática devem ter precedência sobre os riscos posteriores da hipertensão supina 2
    • Valores superiores a 160/90 mmHg são toleráveis 2
  • Medicações que pioram a hipotensão:

    • Terapia vasodilatadora crônica para condições concomitantes pode aumentar a suscetibilidade à síncope vasovagal 1
    • Descontinuação ou redução desses medicamentos é aconselhável em pacientes suscetíveis 1
  • Refeições:

    • Refeições frequentes com conteúdo reduzido de carboidratos 1
    • Evitar refeições grandes que podem causar hipotensão pós-prandial 2

Algoritmo de Tratamento

  1. Avaliação inicial:

    • Determinar o tipo de disautonomia (síncope vasovagal, hipotensão ortostática neurogênica)
    • Avaliar a contribuição relativa da cardioinibição e vasodepressão 1
  2. Tratamento inicial:

    • Educação do paciente e medidas não-farmacológicas
    • Aumento da ingestão de sal e líquidos
    • Meias de compressão e manobras físicas 1
  3. Se persistirem sintomas:

    • Iniciar fludrocortisona em baixa dose (0,1-0,2 mg/dia) 1
    • Considerar midodrina (10 mg três vezes ao dia) se não houver contraindicações 3
  4. Para casos refratários:

    • Considerar combinação de medicamentos
    • Avaliar necessidade de marcapasso em casos específicos 1
    • Encaminhar para centros especializados em avaliação e tratamento de falência autonômica 1

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Research

Dysautonomia: A Forgotten Condition - Part 1.

Arquivos brasileiros de cardiologia, 2021

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