What is the best course of treatment for a 47-year-old smoker with May-Thurner syndrome, mesenteric thrombosis, and venous thrombosis in the right subclavian vein, currently on warfarin (coumarin)?

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Conduta para Síndrome de May-Thurner com Trombose Venosa Extensa

Este paciente necessita intervenção endovascular urgente com trombólise dirigida por cateter, trombectomia mecânica e colocação de stent na veia ilíaca comum esquerda, mantendo anticoagulação com varfarina (INR 2.0-3.0) por no mínimo 6 meses após o procedimento.

Justificativa para Intervenção Endovascular

  • A presença de trombose venosa extensa (mesentérica superior, subclávia direita, cava superior e inferior, ilíacas e femorais bilaterais) com comprovação radiológica de compressão extrínseca da veia ilíaca comum esquerda caracteriza Síndrome de May-Thurner sintomática que requer tratamento definitivo 1, 2.

  • A compressão extrínseca documentada na angioTC (veia ilíaca comum esquerda comprimida pela artéria ilíaca comum direita contra corpo vertebral com ectasia adjacente) é o achado patognomônico que indica necessidade de correção mecânica 2, 3.

  • Estudos demonstram que trombólise dirigida por cateter seguida de angioplastia e colocação de stent tem sucesso clínico inicial de 100% com resolução completa dos sintomas em pacientes com trombose iliofemoral extensa por May-Thurner 2.

Protocolo de Tratamento Endovascular

Fase Aguda - Trombólise

  • Realizar venografia ascendente para mapear extensão completa da trombose, seguida de posicionamento de cateter de infusão diretamente no trombo 2.

  • A trombólise local deve continuar até dissolução quase completa do coágulo (≥95%) ou estagnação lítica, o que tipicamente ocorre em 26.5-89 horas (média 52 horas) 2.

  • Durante a trombólise, manter anticoagulação sistêmica com heparina não fracionada ou HBPM, monitorando rigorosamente sinais de sangramento 4, 2.

Correção Definitiva - Angioplastia e Stent

  • Após dissolução do trombo, a estenose residual da veia ilíaca comum esquerda invariavelmente necessita colocação de stent (Wallstent), pois angioplastia isolada falha em todos os casos 2.

  • O stent deve ser posicionado para cobrir completamente o segmento comprimido, desde a confluência com a veia cava inferior até além do ponto de compressão 1, 2.

  • A colocação do stent resolve a compressão e reduz significativamente episódios trombóticos crônicos recorrentes 5.

Anticoagulação Pós-Procedimento

Duração e Intensidade

  • Manter varfarina com INR alvo 2.0-3.0 por no mínimo 6 meses após o procedimento, considerando que este paciente tem trombose idiopática extensa em múltiplos territórios 4.

  • Para trombose venosa profunda idiopática proximal, o risco de recorrência quando anticoagulantes são descontinuados após 3 meses varia entre 10-27%, justificando tratamento prolongado de 6 meses ou mais 4.

  • Pacientes com trombose venosa recorrente idiopática devem ser tratados por períodos mais longos, com recomendação de 1 ano ou mais 4.

Transição Pós-Stent

  • No momento da colocação do stent, pode-se considerar terminar heparina e iniciar dextrano 40 a 10% em infusão contínua se houver contraindicação à heparina (como trombocitopenia induzida por heparina) 1.

  • Iniciar ou continuar varfarina concomitantemente, com sobreposição de anticoagulação parenteral por pelo menos 5 dias e até INR ≥2.0 por 2 dias consecutivos 4.

Considerações Especiais para Este Caso

Fatores de Risco Adicionais

  • Tabagismo de 34 anos-maço é fator de risco cardiovascular significativo que deve ser abordado com cessação imediata, pois aumenta risco de eventos trombóticos recorrentes 6.

  • A presença de veia renal esquerda bifurcada com ramo retroaórtico (predispondo à Síndrome do Quebra-Nozes) pode contribuir para estase venosa e deve ser monitorada 6.

Monitoramento Pós-Procedimento

  • Realizar ultrassonografia Doppler duplex em 1,3,6 e 12 meses após o procedimento, e então anualmente para avaliar perviedade do stent 2.

  • Estudos mostram que ultrassonografia seriada em todos os pacientes não demonstra evidência de insuficiência valvular nas veias femoral e popliteal após tratamento adequado 2.

  • Um paciente assintomático pode apresentar oclusão da veia ilíaca em ultrassom de seguimento de 36 meses com colaterais venosas bem desenvolvidas, mas isso é raro (1/10 casos) 2.

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Não tratar apenas com anticoagulação sistêmica: A compressão mecânica persistente da veia ilíaca levará a trombose recorrente mesmo com anticoagulação adequada 2, 3.

  • Não realizar apenas angioplastia sem stent: A angioplastia isolada falha invariavelmente na correção da estenose da veia ilíaca comum esquerda em May-Thurner, sendo necessário stent em 100% dos casos 2.

  • Não iniciar varfarina sem sobreposição adequada com heparina: Varfarina pode causar estado transitório de hipercoagulabilidade nas primeiras 48-72 horas por depleção de proteínas C e S antes dos fatores pró-coagulantes 4.

  • Vigilância para trombocitopenia induzida por heparina: Monitorar contagem plaquetária durante terapia com heparina, especialmente em pacientes recebendo trombólise prolongada 1.

Prognóstico

  • O sucesso clínico inicial é de 100% com resolução completa dos sintomas em todos os pacientes tratados adequadamente com trombólise, angioplastia e stent 2.

  • Pacientes hipercoaguláveis ou em quimioterapia têm maior risco de trombose venosa profunda recorrente sintomática (1/10 casos no primeiro mês), podendo necessitar lise repetida 2.

  • Com seguimento médio de 15 meses, 90% dos pacientes permanecem assintomáticos com stent pérvio e sem evidência de insuficiência valvular 2.

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