Can the focus of the infection be in the peritoneum in a patient on peritoneal dialysis (PD) with acute infection and no identified source?

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Last updated: November 17, 2025View editorial policy

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Sim, o peritônio DEVE ser considerado como foco primário de infecção em pacientes em diálise peritoneal com quadro infeccioso agudo sem foco identificado

A peritonite associada à diálise peritoneal é uma causa comum e frequentemente negligenciada de infecção aguda em pacientes em DP, especialmente quando não há outro foco evidente, e deve ser investigada imediatamente através da análise do líquido peritoneal.

Por que o peritônio é um foco provável neste caso

Epidemiologia da peritonite em DP

  • Pacientes em diálise peritoneal apresentam taxa de infecção peritoneal de 0,24-1,66 episódios/paciente/ano, tornando esta uma complicação extremamente comum 1
  • A peritonite primária (incluindo aquela associada ao cateter de DP) é uma infecção bacteriana difusa sem perda de integridade do trato gastrointestinal, tipicamente vista em pacientes com cateter de diálise peritoneal 2
  • Esta é geralmente uma infecção monomicrobiana que não requer intervenção cirúrgica 2

Contexto clínico específico deste paciente

  • Em pacientes idosos, imunossuprimidos (como aqueles com câncer recidivante), a peritonite associada à DP pode apresentar-se com descompensação geral sem sinais peritoneais clássicos 3
  • A presença do cateter de DP cria um risco contínuo de contaminação peritoneal através de: contaminação durante as trocas, infecção do sítio de saída do cateter, ou contaminação transmural 3

Abordagem diagnóstica imediata

Análise do líquido peritoneal

  • A análise do efluente peritoneal é MANDATÓRIA - deve-se coletar imediatamente para contagem de leucócitos e cultura 4
  • O diagnóstico de peritonite é confirmado quando a contagem de leucócitos polimorfonucleares no líquido ascítico é >250/mm³ 2
  • Coletar cultura do efluente peritoneal E hemoculturas (dado o quadro de descompensação geral) 4
  • Realizar coloração de Gram do líquido peritoneal para orientar terapia empírica inicial 4

Imagem complementar

  • TC de abdome é o exame de escolha para determinar a presença de infecção intra-abdominal e sua fonte em pacientes que não irão para laparotomia imediata 3
  • Pode identificar coleções localizadas, abscessos, ou outras fontes secundárias 3

Manejo terapêutico urgente

Antibioticoterapia empírica imediata

  • Iniciar antibióticos IMEDIATAMENTE uma vez que a peritonite é considerada, especialmente em pacientes com descompensação geral 3
  • A terapia empírica DEVE cobrir tanto organismos gram-positivos quanto gram-negativos (incluindo Pseudomonas) 4
  • Via intraperitoneal é a preferida para administração de antibióticos 4

Organismos mais comuns

  • Cocos gram-positivos (Staphylococcus epidermidis, outros estafilococos coagulase-negativos, e S. aureus) são os agentes mais frequentes mundialmente 1
  • Organismos gram-negativos (E. coli, Klebsiella, Pseudomonas) estão aumentando em frequência 1, 5
  • Importante: alguns organismos gram-negativos podem ser resistentes a cefalosporinas de primeira linha 6

Protocolo antibiótico sugerido

  • Vancomicina sistêmica + ciprofloxacina é um protocolo eficiente de primeira linha com taxa de sucesso de 77% 1
  • Alternativamente: ceftazidima + aminoglicosídeo via intraperitoneal 1
  • Adicionar profilaxia antifúngica (nistatina oral preferencial) para prevenir peritonite fúngica secundária 4

Critérios para remoção do cateter

Indicações absolutas

  • Peritonite refratária (sem resolução após 5 dias de antibiótico apropriado) 7
  • Peritonite fúngica - é prática padrão remover o cateter IMEDIATAMENTE, além de tratamento antifúngico por mínimo de 3 semanas e transferência para hemodiálise 1
  • Peritonite recorrente/recidivante 7
  • Infecção refratária do sítio de saída ou túnel do cateter 4

Prognóstico

  • Cada aumento de 0,5 episódios/ano na taxa de peritonite aumenta o risco de morte em 4% 1
  • 18% dos episódios resultam em remoção do cateter de DP 1
  • 3,5% dos episódios resultam em morte 1

Armadilhas comuns a evitar

  • Não assumir que a ausência de sinais peritoneais clássicos exclui peritonite - pacientes idosos e imunossuprimidos podem ter apresentação atípica 3
  • Não atrasar a coleta do líquido peritoneal - esta é a chave diagnóstica e deve ser feita antes de iniciar antibióticos quando possível 4
  • Não usar apenas cobertura gram-positiva - a cobertura empírica DEVE incluir gram-negativos, incluindo Pseudomonas 4
  • Não manter o cateter em peritonite fúngica - a remoção imediata é mandatória 1
  • Não esquecer de considerar fontes secundárias - doença diverticular, isquemia intestinal, ou outras patologias abdominais podem causar peritonite secundária em pacientes em DP 3

Considerações especiais neste paciente

  • O câncer de bexiga recidivante pode estar causando contaminação transmural se houver invasão peritoneal 3
  • A desnutrição severa (comum em pacientes oncológicos) aumenta o risco de peritonite e piora o prognóstico 3
  • Considerar peritonite terciária se houver história de intervenção abdominal recente (>48h) - requer cobertura mais ampla para organismos multirresistentes 2

References

Guideline

Bacterial Peritonitis Guidelines

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Research

Peritoneal Dialysis-Associated Peritonitis.

Clinical journal of the American Society of Nephrology : CJASN, 2019

Research

Insights on peritoneal dialysis-related infections.

Contributions to nephrology, 2009

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