What is the best management approach for a diabetic patient with hypertension and a history of DVT, presenting with signs of infection and inflammation in the lower limb after a fall?

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Conduta para Infecção de Pé Diabético com Celulite

Este paciente apresenta uma infecção moderada de pé diabético que requer antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, hospitalização para estabilização metabólica, e avaliação cirúrgica urgente, mesmo com Doppler venoso negativo. 1, 2

Classificação da Gravidade da Infecção

Este paciente apresenta critérios claros para infecção moderada segundo os critérios IDSA/IWGDF: 3, 2

  • Eritema, edema e dor no membro inferior esquerdo 2
  • Febre (sinal sistêmico) 1, 2
  • Leucocitose (14.900) indicando resposta inflamatória sistêmica 1
  • História de queda com astenia sugerindo possível lesão/úlcera subjacente 3

A classificação como infecção moderada exige hospitalização imediata, pois há sinais sistêmicos de infecção e o paciente tem múltiplos fatores de risco (DM, HAS, história de TVP). 2

Falha Terapêutica da Benzetacil

A benzetacil (penicilina benzatina) foi inadequada para este caso por várias razões: 3, 2

  • Infecções moderadas de pé diabético requerem cobertura para Staphylococcus aureus (incluindo possível MRSA em infecções crônicas ou previamente tratadas), que não é adequadamente coberto por penicilina benzatina 3, 1
  • A persistência de dor e edema após 2 dias confirma falha terapêutica 2
  • Infecções moderadas necessitam antibióticos IV, não IM de depósito 2

Conduta Imediata Obrigatória

1. Hospitalização e Estabilização Metabólica

Hospitalize imediatamente pelos seguintes critérios: 2

  • Sinais sistêmicos (febre, leucocitose) 1, 2
  • Infecção moderada em paciente diabético com múltiplas comorbidades 2
  • Falha de tratamento ambulatorial prévio 2

Estabilização metabólica urgente: 2

  • Controle glicêmico agressivo com insulinoterapia 2
  • Hidratação venosa se necessário 2
  • Monitorização de sinais vitais e marcadores inflamatórios 1

2. Antibioticoterapia IV de Amplo Espectro

Inicie imediatamente antibióticos IV empíricos após coleta de culturas: 3, 2

Opções de primeira linha para infecção moderada: 2

  • Amoxicilina-clavulanato IV, OU
  • Piperacilina-tazobactam IV, OU
  • Ciprofloxacino IV + clindamicina IV

A escolha deve cobrir cocos gram-positivos (especialmente estafilococos e estreptococos), que são os patógenos mais comuns em infecções de pé diabético. 3, 1

3. Investigação Diagnóstica Urgente

Exames imediatos (primeiras 24 horas): 1, 4

  • Radiografia simples do pé esquerdo (3 incidências: dorsoplantar, lateral e oblíqua medial) para avaliar osteomielite, corpos estranhos ou gás nos tecidos 3, 1, 4
  • Culturas de tecido profundo (não swab superficial) após desbridamento cirúrgico 3, 1
  • PCR e VHS basais para monitorar resposta terapêutica 1
  • Teste probe-to-bone se houver úlcera visível 1, 4

Se suspeita de osteomielite (considerar se radiografia inicial normal mas quadro clínico sugestivo): 3, 1

  • Ressonância magnética é o exame mais sensível e específico para detectar osteomielite, abscessos profundos e extensão do acometimento ósseo 3, 1, 2
  • Repetir radiografia em 2-3 semanas se inicial normal, pois alterações podem aparecer tardiamente 3

4. Avaliação Cirúrgica Urgente

Consulta cirúrgica imediata está indicada para: 1, 2

  • Avaliar necessidade de desbridamento cirúrgico 3, 2
  • Investigar possível abscesso profundo (o espessamento cutâneo no Doppler pode sugerir coleção) 2
  • Excluir necrose substancial ou fasciite necrosante 2

O desbridamento cirúrgico é frequentemente necessário para cura da infecção e permite obtenção de culturas adequadas de tecido profundo. 3, 2

5. Avaliação Vascular Completa

Embora os pulsos tibiais posteriores estejam palpáveis bilateralmente, complete a avaliação vascular: 4

  • Índice tornozelo-braquial (ITB) com Doppler 4
  • Se ITB <0,50 ou pulsos ausentes, considere consulta vascular urgente para possível revascularização 4
  • A presença de DM e HAS aumenta risco de doença arterial periférica 5, 6

6. Investigação da Úlcera/Lesão Subjacente

A história de queda com astenia seguida de eritema e edema sugere lesão traumática com possível úlcera subjacente: 3

  • Examine cuidadosamente todo o pé em busca de úlcera, bolha rota ou solução de continuidade 3, 4
  • Teste de monofilamento 10g para avaliar perda de sensibilidade protetora 1
  • Avalie para artropatia de Charcot, especialmente se o pé parecer deformado ou "achatado" 3, 1

Duração do Tratamento Antibiótico

Baseado na gravidade e resposta clínica: 1, 2

  • Infecção de tecidos moles moderada: 2-4 semanas dependendo da adequação do desbridamento e vascularização 1
  • Se osteomielite confirmada: mínimo de 4-6 semanas se osso infectado permanecer; duração menor se todo osso infectado for removido cirurgicamente 1, 2

Monitore resposta com: 1

  • PCR e VHS seriados (a queda indica resposta adequada) 1
  • Melhora clínica dos sinais inflamatórios 2

Abordagem Multidisciplinar Obrigatória

Coordene cuidados com equipe multidisciplinar: 3, 4, 2

  • Infectologia (para otimização de antibióticos) 4, 2
  • Cirurgia vascular (avaliação de perfusão) 4
  • Cirurgia geral/ortopedia/podiatria (desbridamento) 4, 2
  • Endocrinologia (controle glicêmico) 4, 2
  • Cuidados com feridas (após fase aguda) 4

Equipes multidisciplinares de pé diabético melhoram significativamente os desfechos e reduzem taxas de amputação. 3, 2

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Não subestime a gravidade pela ausência de úlcera visível - a queda pode ter causado lesão profunda não aparente 3
  • Não confie apenas no Doppler venoso negativo - a celulite diabética pode mimetizar TVP, mas a infecção é o diagnóstico primário aqui 2
  • Não use apenas antibióticos orais para infecção moderada com sinais sistêmicos 2
  • Não atrase avaliação cirúrgica - o desbridamento precoce melhora desfechos 3, 2
  • Marcadores inflamatórios normais não excluem infecção grave - até metade dos pacientes com infecção grave pode não apresentar elevação de marcadores sistêmicos 1

Planejamento de Alta e Seguimento

Após estabilização e resposta clínica: 2

  • Prescrever dispositivo de descarga para evitar apoio no pé infectado 2
  • Seguimento ambulatorial próximo em 1-2 semanas após alta 2
  • Educação sobre cuidados com os pés, inspeção diária, calçados adequados 2
  • Seguimento a cada 1-3 meses para pacientes de alto risco 2

References

Guideline

Diabetic Foot Infection with Likely Osteomyelitis

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Diabetic Foot Infection Management

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Management of Diabetic Foot Infections

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Research

Diabetes and peripheral vascular disease.

Acta chirurgica Belgica, 2009

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