Brexpiprazol em TAB tipo II: Ausência de Evidências
Não existem evidências científicas para o uso de brexpiprazol no tratamento de Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) tipo II ou Cefalalgias Autonômicas Trigeminais (TACs). O brexpiprazol não é mencionado em nenhuma diretriz ou estudo sobre essas condições.
Esclarecimento sobre TAB tipo II
Se a pergunta refere-se ao Transtorno Afetivo Bipolar tipo II, o brexpiprazol é um antipsicótico atípico aprovado para esquizofrenia e depressão maior como adjuvante, mas não há evidências específicas para TAB tipo II nas diretrizes disponíveis.
Esclarecimento sobre Cefalalgias Autonômicas Trigeminais
Se "TAB tipo II" refere-se a uma variante de Cefalalgias Autonômicas Trigeminais (TACs), as evidências disponíveis são claras sobre os tratamentos estabelecidos:
Tratamentos Estabelecidos para TACs
Para Cefaleia em Salvas (Cluster Headache):
- Oxigênio 100% e sumatriptano subcutâneo 6 mg são os tratamentos agudos de primeira linha 1
- Verapamil (mínimo 240 mg/dia) é a profilaxia de primeira linha 1
- Corticosteroides (prednisona 60-100 mg/dia por 5 dias) para controle de crises 1
Para Hemicrania Paroxística:
Para SUNCT/SUNA:
- Lamotrigina (100-300 mg/dia) é o medicamento preventivo de escolha 3, 2, 1
- Lidocaína intravenosa (1-4 mg/kg/hora) pode reduzir ataques durante exacerbações 1
- Gabapentina (800-2700 mg/dia), topiramato (50-300 mg/dia) e carbamazepina (200-1600 mg/dia) são alternativas 1
Armadilha Diagnóstica Importante
As TACs podem ser confundidas com neuralgia do trigêmeo, mas diferem pela presença de sintomas autonômicos (lacrimejamento, hiperemia conjuntival, rinorreia) 3, 4. Esta distinção é crucial porque os tratamentos são completamente diferentes.
Limitações da Literatura
A maioria das TACs são doenças raras, o que dificulta a realização de ensaios clínicos randomizados 5. O conhecimento sobre eficácia de tratamentos baseia-se principalmente em estudos observacionais, registros de doenças raras e relatos de casos 5.
Não há menção de brexpiprazol ou qualquer antipsicótico atípico como tratamento para TACs em nenhuma diretriz ou estudo disponível 6, 5, 7, 2, 1.