What are the treatment options for mast cell activation syndrome?

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Tratamento Inovador para Síndrome da Ativação Mastocitária

O tratamento mais inovador e promissor para MCAS refratária é o omalizumab, um anticorpo monoclonal anti-IgE que previne episódios anafiláticos quando as terapias convencionais falham, embora a base do tratamento continue sendo anti-histamínicos H1 e H2 em doses elevadas combinados com estabilizadores de mastócitos. 1, 2

Abordagem Terapêutica Escalonada

Primeira Linha: Bloqueio de Mediadores

  • Anti-histamínicos H1 não sedantes (fexofenadina, cetirizina) devem ser iniciados em doses de 2-4 vezes acima das doses aprovadas pela FDA para controlar manifestações dermatológicas (rubor, prurido), taquicardia e desconforto abdominal 1, 2

  • Anti-histamínicos H2 (famotidina, ranitidina) devem ser adicionados como terapia de primeira linha para sintomas gastrointestinais persistentes, particularmente hipersecreção gástrica 1, 2, 3

  • Evite anti-histamínicos H1 de primeira geração (difenidramina, hidroxizina) em idosos devido ao risco de declínio cognitivo e comprometimento da condução, embora possam ser úteis em casos selecionados 1

Segunda Linha: Estabilizadores de Mastócitos

  • Cromoglicato de sódio oral é eficaz para sintomas gastrointestinais (diarreia, dor abdominal, náusea, vômito) e pode também beneficiar manifestações cutâneas e neuropsiquiátricas 1, 2, 4

  • A introdução progressiva com titulação semanal ascendente reduz efeitos colaterais como cefaleia, sonolência e dor abdominal 2

  • Estudos clínicos demonstram melhora significativa em 2-6 semanas, com benefícios persistindo por 2-3 semanas após suspensão 4

  • Dosagem típica: 200 mg quatro vezes ao dia 4

Terapias Adicionais para Sintomas Específicos

  • Ciproheptadina (anti-histamínico H1 sedante com atividade antiserotonérgica) é recomendada especificamente para diarreia e náusea 1

  • Inibidores de leucotrienos (montelucaste) ou inibidores da 5-lipoxigenase (zileutona) devem ser considerados para broncoespasmo ou sintomas gastrointestinais, particularmente se os níveis urinários de LTE4 estiverem elevados 1

  • Aspirina pode reduzir rubor e hipotensão em pacientes com níveis elevados de 11b-PGF2α urinário, mas deve ser introduzida em ambiente controlado devido ao risco de ativação mastocitária paradoxal 1, 2

  • Inibidores de bomba de prótons devem ser usados quando anti-histamínicos H2 falham em controlar sintomas gastrointestinais 2

Tratamento Inovador: Terapias Biológicas

Omalizumab - A Opção Mais Inovadora

  • Omalizumab deve ser considerado quando MCAS é resistente às terapias padrão direcionadas aos mediadores 2

  • Relatos de casos indicam prevenção de episódios anafiláticos em pacientes com MCAS ou mastocitose sistêmica 1

  • Particularmente útil em pacientes que não toleram imunoterapia com veneno de insetos necessária 1

Inibidores de KIT - Fronteira da Pesquisa

  • Tratamento prolongado com inibidores de KIT (como avapritinibe) resulta em erradicação virtual de mastócitos teciduais e diminuição sustentada dos níveis séricos de triptase 5

  • Em muitos pacientes, a depleção de mastócitos está associada a melhora substancial nos sintomas induzidos por mediadores 5

  • Esta abordagem requer mastocitose KIT D816V-positiva subjacente e deve ser balanceada contra efeitos colaterais potenciais 5

Manejo de Crises Agudas

  • Epinefrina intramuscular deve ser administrada em posição recumbente para hipotensão, sibilância, edema laríngeo, episódios cianóticos ou ataques anafiláticos recorrentes 2

  • Todos os pacientes com história de anafilaxia sistêmica ou angioedema de vias aéreas devem receber prescrição de autoinjetores de epinefrina 1, 2

  • Posicionamento supino deve ser assumido imediatamente por pacientes com episódios hipotensivos recorrentes 1

  • Broncodilatadores (albuterol) por nebulizador ou inalador dosimetrado para broncoespasmo 1

Corticosteroides para Casos Refratários

  • Corticosteroides sistêmicos podem ser úteis para sinais ou sintomas refratários na dose inicial oral de 0,5 mg/kg/dia, seguida por redução lenta durante 1-3 meses 1

  • Para procedimentos radiológicos ou invasivos quando ativação mastocitária tem sido problemática: 50 mg de prednisona 13 horas, 7 horas e 1 hora antes do procedimento 1

  • Efeitos colaterais dos esteroides limitam o entusiasmo para uso prolongado 1

Terapias Emergentes e Alternativas

  • Quercetina (flavonoide) demonstrou ser mais eficaz que cromoglicato em bloquear liberação de citocinas de mastócitos humanos, particularmente IL-8 e TNF 6

  • Quercetina é eficaz profilaticamente e reduz níveis de cálcio citosólico e ativação de NF-kappa B 6

  • Estudos piloto clínicos mostraram que quercetina diminuiu significativamente dermatite de contato e fotossensibilidade 6

  • Terapia PUVA provou ser eficaz para mastocitose cutânea difusa bolhosa, mesmo com episódios de liberação de mediadores potencialmente fatais 2

Considerações Críticas de Implementação

  • Medicamentos devem ser introduzidos cautelosamente pois alguns pacientes experimentam reações paradoxais 2

  • Ensaios medicamentosos devem ser conduzidos em ambientes controlados com equipamento de emergência disponível 2

  • Controle de temperatura e evitação de ansiedade e estresse são essenciais para diminuir sintomas e requisitos de anti-histamínicos 2

  • Identificação cuidadosa de gatilhos e evitação é crucial junto com intervenções farmacológicas 2

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Não subestime as doses necessárias: anti-histamínicos H1 frequentemente requerem 2-4 vezes as doses aprovadas pela FDA 1, 2

  • Não use opioides (codeína, morfina) sem precaução: podem desencadear ativação mastocitária, embora não devam ser retidos se necessários, pois a própria dor pode desencadear ativação 7, 8

  • Fentanil e remifentanil são opções opioides mais seguras comparados a morfina ou codeína 8

  • Pré-tratamento com anti-histamínicos (bloqueadores H1 e H2) e estabilizadores de mastócitos antes de administrar opioides reduz risco de ativação 8

  • AINEs podem desencadear reações em alguns pacientes com MCAS e devem ser usados cautelosamente 7

Algoritmo de Tratamento por Gravidade

Sintomas Leves:

  • Iniciar apenas anti-histamínicos H1 2

Sintomas Moderados:

  • Adicionar anti-histamínicos H2 2
  • Considerar cromoglicato de sódio para sintomas gastrointestinais 2

Sintomas Persistentes:

  • Adicionar antagonistas de leucotrienos 2
  • Considerar aspirina em ambiente controlado 2

Sintomas Refratários:

  • Considerar omalizumab 2
  • Corticosteroides sistêmicos (curto prazo) 2
  • Terapia PUVA 2

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Management of Mast Cell Disorders

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Primary Treatment for Chronic Back Pain in Patients with MCAS

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Mast Cell Activation Syndrome and Opioid Administration

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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