How can melanoma cause myositis in patients?

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Como o Melanoma Pode Causar Miosite

O melanoma pode causar miosite através de dois mecanismos principais: como síndrome paraneoplásica (fenômeno autoimune induzido pelo tumor) ou como efeito adverso imunomediado da imunoterapia com inibidores de checkpoint (anti-PD-1/anti-CTLA-4). 1

Mecanismo Paraneoplásico

O melanoma está associado à dermatomiosite/polimiosite como síndrome paraneoplásica em aproximadamente 10-15% dos casos de miopatias inflamatórias em adultos. 1

Características da miosite paraneoplásica no melanoma:

  • A dermatomiosite ocorre em 25% dos pacientes adultos com miopatias inflamatórias idiopáticas dentro de 0-5 anos do diagnóstico do câncer 1
  • O mecanismo envolve desregulação imunológica com produção de autoanticorpos contra antígenos nucleares e citoplasmáticos específicos 1
  • A apresentação pode ocorrer antes, concomitante ou após o diagnóstico do melanoma 2
  • Pacientes com melanoma estágio IV e dermatomiosite têm prognóstico extremamente reservado, com taxa de sobrevida de 1 ano de 0% e tempo médio de sobrevida de 6 meses 2
  • No estágio III, a sobrevida em 1 ano é de 60%, com tempo médio de sobrevida de 57 meses 2

Manifestações clínicas paraneoplásicas incluem:

  • Fraqueza muscular proximal simétrica dos membros 1, 3
  • Lesões cutâneas características (pápulas de Gottron, sinal do xale, eritema heliotropo) 1
  • Miosite orbital bilateral com envolvimento de músculos extraoculares (raro) 3
  • Elevação de enzimas musculares (CK, aldolase, transaminases, LDH) 1, 4

Miosite Induzida por Imunoterapia

A imunoterapia com inibidores de checkpoint (pembrolizumab, nivolumab, ipilimumab) representa o mecanismo mais comum e clinicamente relevante de miosite associada ao melanoma na prática atual. 1, 5

Fisiopatologia da Miosite por Inibidores de Checkpoint

  • Os inibidores de PD-1/PD-L1 e CTLA-4 quebram a tolerância imunológica, levando à ativação de células T citotóxicas que atacam o tecido muscular 1
  • Infiltrado predominante de células T (CD3) e macrófagos (CD68) ao redor de fibras musculares necróticas 1
  • Pode ocorrer produção de autoanticorpos anti-músculo estriado, especialmente quando há envolvimento cardíaco concomitante 6

Apresentação Clínica da Miosite Imunomediada

Características distintivas que diferenciam da miosite viral ou idiopática:

  • Início agudo, frequentemente após a primeira dose de imunoterapia combinada (ipilimumab-nivolumab) 6
  • Fraqueza muscular verdadeira (não apenas dor), tipicamente proximal 1
  • Elevação marcante de CK (frequentemente >10x o limite superior da normalidade) 1, 7
  • Pode ocorrer miosite, miocardite e miastenia gravis simultaneamente (tríade potencialmente fatal) 6
  • Troponina elevada indica envolvimento miocárdico concomitante 1

Avaliação Diagnóstica Obrigatória

Ao suspeitar de miosite induzida por imunoterapia, realizar imediatamente: 1, 4

  • História completa focando em fraqueza muscular verdadeira versus limitação por dor 1
  • Exame neurológico detalhado com teste de força muscular manual 4
  • Enzimas musculares: CK, aldolase, AST, ALT, LDH 1, 4
  • Troponina cardíaca e ECG/ecocardiograma para avaliar envolvimento miocárdico 1
  • Marcadores inflamatórios: VHS, PCR 1, 4
  • Considerar painel de autoanticorpos para miosite e condições neurológicas (miastenia gravis) 1
  • EMG, RNM de membros proximais ou biópsia muscular quando o diagnóstico é incerto 1, 4

Estratificação por Gravidade e Tratamento

Grau 1 (CK normal, sintomas leves): 1

  • Manter imunoterapia com monitoramento rigoroso
  • Analgesia com acetaminofeno ou AINEs se não houver contraindicações 1, 7

Grau 2 (CK elevada 3x ou mais, fraqueza muscular presente): 1, 4

  • Suspender imediatamente a imunoterapia 1
  • Iniciar prednisona 0,5-1 mg/kg/dia 1, 4
  • Encaminhamento urgente para reumatologia ou neurologia 1
  • Pode requerer descontinuação permanente da imunoterapia na maioria dos casos 1
  • Retomar imunoterapia somente se sintomas controlados, CK normalizada e prednisona <10 mg/dia 1

Grau 3-4 (fraqueza grave, envolvimento cardíaco): 1, 4

  • Descontinuar permanentemente a imunoterapia 1
  • Hospitalização imediata 4
  • Prednisona 1 mg/kg/dia VO ou metilprednisolona 1-2 mg/kg IV 1, 4
  • Se ausência de melhora após 2-4 semanas, adicionar: 1, 4
    • Plasmaférese
    • Imunoglobulina intravenosa (IVIg)
    • Imunossupressores (metotrexato, azatioprina, micofenolato de mofetila)
  • Evitar inibidores de IL-6 em pacientes com colite concomitante (risco de perfuração intestinal) 1
  • Testar hepatite B, C e tuberculose latente antes de iniciar imunossupressores 1

Armadilhas Clínicas Importantes

Cuidados essenciais para evitar desfechos fatais:

  • A miosite induzida por imunoterapia pode progredir rapidamente para insuficiência respiratória em dias 6
  • A presença de anticorpos anti-músculo estriado indica alto risco de miosite, miocardite e miastenia gravis concomitantes 6
  • Pacientes com esta tríade têm progressão clínica mais rápida e maior frequência de crise miastênica comparado à miastenia gravis idiopática 6
  • Tratamento agressivo precoce (IVIg, plasmaférese) deve ser considerado imediatamente, não após falha de corticosteroides 6
  • Dois pacientes tratados com pembrolizumab no estudo KEYNOTE-054 morreram por causas não relacionadas à progressão da doença: um por reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistêmicos, e outro por miosite autoimune com insuficiência respiratória 5

Prognóstico

  • Mais de 80% dos pacientes com miosite imunomediada apresentam evolução favorável dentro de vários meses após suspensão do medicamento e tratamento imunomodulador 4
  • Reconhecimento e tratamento precoces são cruciais para evitar danos musculares irreversíveis 4
  • A miosite paraneoplásica no melanoma estágio IV tem prognóstico extremamente reservado independente do tratamento 2

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Research

Dermatomyositis associated with malignant melanoma--a marker of poor prognosis?

Journal of the American Academy of Dermatology, 2006

Guideline

Klinische Evaluation und Management der Okulären Myositis

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Viral Myositis Diagnosis and Management

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

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