Can Hydrochlorothiazide (HCTZ) and Furosemide be used together in a patient with Heart Failure (HF) and Diabetic Renal Disease (DRD)?

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Associação de Hidroclorotiazida e Furosemida em HAS com DRC

Sim, a combinação de hidroclorotiazida e furosemida pode e deve ser utilizada em pacientes com hipertensão arterial sistêmica (HAS) e doença renal crônica (DRC) quando há resistência diurética ou controle inadequado com diurético de alça isolado, mas requer monitorização rigorosa de eletrólitos e função renal. 1, 2

Fundamento Fisiopatológico

A combinação de diuréticos de alça (furosemida) com tiazídicos (hidroclorotiazida) produz sinergismo potente através do bloqueio sequencial da reabsorção de sódio em diferentes segmentos do néfron:

  • A furosemida bloqueia a alça de Henle (20-25% da carga filtrada de sódio) 3
  • A hidroclorotiazida bloqueia o túbulo distal, antagonizando a adaptação renal compensatória que ocorre com uso crônico de diuréticos de alça 4
  • Este bloqueio duplo é particularmente eficaz em pacientes com DRC que desenvolvem resistência a diuréticos de alça isolados 2

Evidência de Eficácia em DRC

Em pacientes com insuficiência renal moderada a grave (creatinina 2,3-4,9 mg/dL), a adição de hidroclorotiazida 25-50 mg duas vezes ao dia à furosemida produziu diurese marcante e redução significativa de peso, volume plasmático e pressão arterial média (p<0,025), quando o aumento isolado da dose de furosemida falhou. 2

  • Um estudo demonstrou que em 20 pacientes com insuficiência cardíaca grave e função renal comprometida resistentes a furosemida ≥250 mg/dia, a adição de hidroclorotiazida 25-100 mg/dia resultou em perda média de peso de 6,7±3 kg 1
  • O volume urinário aumentou de 1.899±958 mL para 3.065±925 mL (p<0,001) 1
  • A excreção fracionada de sódio aumentou de 3,5±3,2% para 11,5±9,0% (p<0,001) 1

Protocolo de Implementação

Indicações Específicas

  • Resistência a doses altas de furosemida (≥160-240 mg/dia) 2
  • Controle inadequado de pressão arterial apesar de furosemida otimizada 2
  • Retenção hídrica persistente com edema >5 kg 1
  • DRC com clearance de creatinina reduzido mas não em diálise 1, 2

Esquema de Dosagem

  • Manter a dose atual de furosemida (não aumentar inicialmente) 2
  • Adicionar hidroclorotiazida 25-50 mg duas vezes ao dia 2
  • Em casos refratários, pode-se titular até 100 mg/dia de hidroclorotiazida 1
  • Após correção do estado de hidratação, considerar retirada da hidroclorotiazida 1

Monitorização Obrigatória

A hipocalemia é o efeito adverso mais importante e potencialmente perigoso desta combinação, exigindo ambiente cuidadosamente controlado. 1, 5

Parâmetros a Monitorar

  • Eletrólitos séricos diariamente durante fase inicial: sódio, potássio, cloro 5
  • Função renal (ureia, creatinina): esperar redução discreta não significativa do clearance 1
  • Peso corporal diário: meta de perda 0,5-1,0 kg/dia 3
  • Pressão arterial em pé e deitado para detectar hipotensão ortostática 6
  • Sinais de depleção volêmica: turgor cutâneo, taquicardia 6

Padrão de Distúrbios Eletrolíticos Esperados

  • Hiponatremia 5
  • Hipocloremia desproporcional 5
  • Alcalose metabólica 5
  • Hipocalemia (mais grave) 5

Armadilhas Comuns e Como Evitá-las

Preocupação excessiva com azotemia leve ou hipotensão pode levar à subutilização de diuréticos e edema refratário; pequenos aumentos de creatinina durante a descongestionamento são aceitáveis se o paciente permanecer assintomático. 3

  • Não suspender completamente os diuréticos se houver hipotensão ou azotemia antes de atingir euvolemia; reduzir a velocidade da diurese mas manter o tratamento 7
  • Tratar agressivamente os distúrbios eletrolíticos e continuar a diurese 7
  • Não usar diuréticos isoladamente: sempre combinar com IECA/BRA e betabloqueador em insuficiência cardíaca 7, 3
  • Evitar reposição excessiva de potássio que pode mascarar a necessidade de ajuste de dose 1

Contexto de Insuficiência Cardíaca Concomitante

Se o paciente também tem insuficiência cardíaca (como sugerido no contexto expandido):

  • Diuréticos são a única classe que controla adequadamente a retenção hídrica na IC; tentativas de substituir por IECAs levam a congestão pulmonar e periférica 7
  • A combinação produz alívio sintomático em horas a dias, mais rápido que qualquer outra medicação para IC 7
  • Dosagem inadequada de diuréticos compromete a eficácia e segurança de outras terapias para IC: doses baixas causam retenção hídrica que diminui resposta a IECAs e aumenta risco com betabloqueadores 7

Alternativas se Combinação Não For Tolerada

  • Trocar furosemida por torsemida (melhor absorção e duração de ação mais longa) 7, 3
  • Adicionar espironolactona 25 mg (efeito diurético modesto mas benefício de mortalidade) 3
  • Considerar infusão contínua de furosemida em ambiente hospitalar 3
  • Restrição de sódio dietético para 2-3 g/dia 6, 3

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