How can liver metastasis cause hepatosplenomegaly in a patient with metastatic liver disease undergoing chemotherapy?

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Como as Metástases Hepáticas Causam Hepatoesplenomegalia

As metástases hepáticas causam hepatoesplenomegalia principalmente através de dois mecanismos: (1) hepatomegalia direta pela substituição do parênquima hepático por massas tumorais, e (2) esplenomegalia secundária à hipertensão portal induzida pela quimioterapia através da síndrome de obstrução sinusoidal (SOS) e lesões vasculares hepáticas.

Mecanismo de Hepatomegalia

Substituição Tumoral Direta

  • As metástases hepáticas causam hepatomegalia através da substituição progressiva do parênquima hepático normal por massas tumorais, especialmente em doença bilobar multifocal 1
  • A hepatomegalia dolorosa é um sinal clínico típico quando há envolvimento metastático extenso 1
  • Mais da metade dos pacientes que morrem de câncer colorretal apresentam metástases hepáticas na autópsia, sendo o fígado o único sítio de doença metastática em um terço desses pacientes 1

Mecanismo de Esplenomegalia

Hipertensão Portal Induzida por Quimioterapia

A esplenomegalia em pacientes com metástases hepáticas recebendo quimioterapia resulta primariamente da hipertensão portal causada pela síndrome de obstrução sinusoidal (SOS) e lesões vasculares hepáticas induzidas pelos agentes quimioterápicos.

Lesão Sinusoidal por Oxaliplatina

  • A oxaliplatina causa lesão sinusoidal hepática que leva à hipertensão portal e consequente esplenomegalia 1
  • A SOS associada à oxaliplatina manifesta-se com ganho de peso por retenção hídrica, hepatomegalia dolorosa e icterícia 1
  • A hipertensão portal, avaliada pelo tamanho do baço, melhora apenas entre 1 a 3 anos após completar o tratamento com oxaliplatina 1
  • Pacientes que recebem quimioterapia neoadjuvante apresentam maior aumento do volume esplênico comparado àqueles que não recebem tratamento 2

Esteatohepatite por Irinotecano

  • O irinotecano causa esteatohepatite hepática que também pode contribuir para hipertensão portal 1, 3
  • A fibrose perisinusoidal está mais frequentemente associada à quimioterapia, especialmente com 5-FU 4

Hiperplasia Nodular Regenerativa (HNR)

  • A HNR é uma complicação da SOS que persiste histologicamente mesmo após meses de interrupção da quimioterapia 1
  • A HNR está associada à oxaliplatina e ressecções extensas, contribuindo para hipertensão portal 4

Evidência Radiológica e Clínica

  • Estudos de volumetria esplênica por tomografia computadorizada demonstram aumento estatisticamente significativo do volume esplênico em pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) após quimioterapia neoadjuvante 2
  • O crescimento esplênico correlaciona-se com lesão hepática associada à quimioterapia (CALI) e menor sobrevida 2
  • Sinais de hipertensão portal na TC incluem ascite, veias colaterais portossistêmicas e esplenomegalia, sendo particularmente associados ao desenvolvimento de nodularidade hepática difusa 5

Armadilhas Clínicas Importantes

Progressão Temporal

  • A SOS e as lesões associadas (fibrose centrolobular e HNR) persistem histologicamente mesmo em hepatectomias em dois estágios realizadas com intervalo de 4 a 7 semanas sem quimioterapia 1
  • Em alguns casos, observa-se persistência ou progressão das lesões histológicas e sinais de hipertensão portal mesmo após meses 1

Complicações Tardias

  • Apesar de um curso inicial aparentemente indolente, complicações tardias da SOS podem ocorrer 1
  • Na síndrome do óleo tóxico, a hipertensão portal apareceu 2,5 anos após o consumo do óleo; com azatioprina e 6-tioguanina, as lesões sinusoidais persistem na biópsia e tornam-se sintomáticas ao longo do tempo 1

Impacto Cirúrgico

  • A SOS está associada a sangramento operatório aumentado e disfunção hepática pós-operatória ou atraso na regeneração hepática 1
  • Para limitar o desenvolvimento de hepatotoxicidade, recomenda-se que a cirurgia seja realizada o mais rápido possível após o paciente tornar-se ressecável 1

Monitoramento

  • A reavaliação cirúrgica deve ser planejada a cada 2 meses durante a quimioterapia para pacientes com doença inicialmente irressecável 1
  • Anormalidades do contorno hepático desenvolvem-se comumente na TC seriada em pacientes submetidos à quimioterapia e podem ser acompanhadas por sinais de hipertensão portal 5

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Research

Splenic volume as a biomarker of hepatic damage after chemotherapy in patients with resected colorectal liver metastases (CRLM).

Clinical & translational oncology : official publication of the Federation of Spanish Oncology Societies and of the National Cancer Institute of Mexico, 2020

Guideline

Management of Chemotherapy-Induced Liver Dysfunction in Metastatic Colon Cancer

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

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