Tratamento para Esôfago de Barrett
O tratamento do esôfago de Barrett deve incluir vigilância endoscópica com biópsia protocolar de Seattle, uso de inibidores da bomba de prótons para controle de sintomas, e terapia de erradicação endoscópica para casos com displasia, conforme recomendado pelas diretrizes mais recentes. 1, 2
Abordagem Terapêutica por Estágio
Esôfago de Barrett sem Displasia
Vigilância endoscópica:
- Endoscopia com luz branca de alta resolução usando protocolo de biópsia de Seattle 1
- Frequência de vigilância baseada no comprimento do segmento de Barrett:
Terapia medicamentosa:
Modificações no estilo de vida:
- Controle de peso
- Elevação da cabeceira da cama
- Evitar refeições nas 3 horas antes de deitar
- Limitar consumo de álcool 2
Esôfago de Barrett com Displasia Indefinida
- Considerar vigilância endoscópica a cada 6 meses com otimização da dose de medicamentos supressores de ácido 1
Esôfago de Barrett com Displasia de Baixo Grau
- Oferecer ablação por radiofrequência após confirmação diagnóstica em amostras de biópsia de duas endoscopias separadas, com confirmação por dois patologistas gastrointestinais 1, 2
Esôfago de Barrett com Displasia de Alto Grau
- Oferecer ressecção endoscópica de lesões esofágicas visíveis como tratamento de primeira linha 1
- Oferecer ablação endoscópica de qualquer esôfago de Barrett residual após tratamento com ressecção endoscópica 1
Adenocarcinoma Esofágico Estágio 1
T1a (mucosa):
T1b (submucosa):
Pontos Importantes a Considerar
Cirurgia Anti-refluxo
- Não oferecer cirurgia anti-refluxo para pessoas com esôfago de Barrett com o objetivo de prevenir progressão para displasia ou câncer 1, 4
- A cirurgia anti-refluxo laparoscópica é eficaz no controle dos sintomas em pacientes com esôfago de Barrett, mas não elimina completamente o risco de desenvolvimento de adenocarcinoma esofágico 5
Prevenção de Câncer
- O uso de IBPs está associado a uma diminuição na incidência de neoplasia no esôfago de Barrett em estudos observacionais 6
- Não há evidência conclusiva de que IBPs causem regressão do epitélio de Barrett ou previnam displasia, embora estudos mais longos possam fornecer dados diferentes no futuro 7
Educação e Acompanhamento do Paciente
- Discutir os benefícios e riscos da vigilância endoscópica com a pessoa diagnosticada com esôfago de Barrett 1
- Oferecer acompanhamento endoscópico para pessoas que receberam tratamento endoscópico para esôfago de Barrett com displasia ou adenocarcinoma esofágico estágio 1 1
- Fornecer informações verbais e escritas sobre o diagnóstico, opções de tratamento e grupos de apoio disponíveis 2
Armadilhas e Cuidados
- A possibilidade de desenvolvimento de adenocarcinoma esofágico não é eliminada pela fundoplicatura laparoscópica, portanto a vigilância endoscópica deve continuar 5
- O uso de IBPs pode aumentar os níveis séricos de gastrina, o que pode causar hiperplasia de células enterocromafins e aumento dos níveis séricos de Cromogranina A, potencialmente causando resultados falso-positivos em investigações diagnósticas para tumores neuroendócrinos 3
- Não utilizar TC antes da ressecção endoscópica para estadiamento de adenocarcinoma esofágico T1 suspeito 1
- Não utilizar ultrassonografia endoscópica antes da ressecção endoscópica para estadiamento de adenocarcinoma esofágico T1a suspeito 1