What is the management and treatment of hepatic insufficiency?

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Tratamento e Manejo da Insuficiência Hepática

O tratamento da insuficiência hepática deve focar no manejo precoce das falências orgânicas extrahepáticas e na prevenção de fatores agravantes, com monitoramento intensivo e suporte específico para cada complicação. 1

Classificação e Avaliação Inicial

A insuficiência hepática pode se apresentar como:

  • Insuficiência hepática aguda (IHA): Deterioração rápida da função hepática em pacientes sem doença hepática prévia, caracterizada por coagulopatia e encefalopatia hepática 2
  • Insuficiência hepática crônica: Típica dos estágios finais da cirrose 1
  • Insuficiência hepática aguda sobre crônica (ACLF): Descompensação aguda em paciente com cirrose preexistente 1

Avaliação diagnóstica essencial:

  • Análise sanguínea completa: tempo de protrombina/INR, fator V, hemograma, painel metabólico, testes de função hepática, bilirrubina, albumina, gases arteriais com lactato e níveis de amônia 3
  • Biópsia hepática: considerar apenas para estadiamento da doença hepática em pacientes com doença clinicamente evidente 1

Manejo da Insuficiência Hepática Aguda

Suporte hemodinâmico e respiratório:

  • Intubação traqueal quando o escore de Glasgow for menor que 8 1
  • Ventilação mecânica com configurações protetoras (evitar PEEP >10 cmH₂O pelo risco de congestão hepática) 1
  • Expansão volêmica com cristaloides como primeira opção 3
  • Norepinefrina para hipotensão refratária 3

Manejo da encefalopatia hepática:

  • Monitoramento regular em pacientes com encefalopatia de alto grau (graus 3 e 4) 1
  • Evitar benzodiazepínicos na sedação (usar com cautela dexmedetomidina devido ao seu metabolismo exclusivamente hepático) 1
  • Manter níveis de sódio sérico entre 140-145 mmol/L (não exceder correção de 10 mmol/L por 24h) 1

Controle metabólico:

  • Monitorar glicemia a cada 2 horas (hipoglicemia é complicação conhecida da IHA) 1
  • Corrigir distúrbios eletrolíticos, especialmente fosfato sérico 1

Controle de infecções:

  • Antibióticos de amplo espectro empíricos em caso de sinais de sepse ou piora da encefalopatia 1
  • Cobertura para organismos comuns como enterobactérias, estafilococos ou estreptococos 1

Terapias específicas:

  • Lactulose: indicada para prevenção e tratamento da encefalopatia porto-sistêmica, reduzindo os níveis sanguíneos de amônia em 25-50% 4
  • Não se recomenda o uso de laxantes osmóticos (lactulose) ou antibióticos não-absorvíveis (rifaximina) para reduzir os níveis de amônia em pacientes com IHA 1

Manejo da Insuficiência Hepática Crônica e ACLF

Avaliação prognóstica:

  • Escore CLIF-C ACLF >70 na admissão ou no dia 3 está associado a aproximadamente 90% de mortalidade em 90 dias 3
  • Pacientes com quatro ou mais falências orgânicas nos dias 3-7 após diagnóstico de ACLF-3 têm 90% de mortalidade em 28 dias e 100% em 90 dias 3

Cuidados paliativos:

  • Consulta de cuidados paliativos recomendada para todos os pacientes com doença hepática terminal para melhorar qualidade de vida e reduzir carga de sintomas 3
  • Considerar retirada do suporte intensivo em pacientes que não são candidatos a transplante ou têm ≥4 falências orgânicas após uma semana de tratamento intensivo adequado 3

Transplante Hepático

  • Indicado quando a recuperação espontânea parece improvável 5
  • Critérios prognósticos para seleção de candidatos:
    • Critérios do King's College para IHA relacionada ou não ao paracetamol 1
    • Critérios de Clichy-Villejuif 1
    • Níveis de fator V <20% 1
    • Necessidade de vasopressores no contexto de falência orgânica 1
    • Níveis de amônia >100 mmol/L 1
    • Bilirrubina entre 140-200 mmol/L 1
    • Escore MELD 1

Pontos de Atenção e Armadilhas Comuns

  • A hiponatremia (sódio <130 mmol/L) é comum em pacientes com IHA e correlaciona-se com pressão intracraniana 1
  • Níveis elevados de amônia arterial (150-200 mmol/L) aumentam o risco de hipertensão intracraniana 1
  • A profilaxia de úlcera de estresse é geralmente recomendada nesta população de risco, embora não existam dados específicos que apoiem seu uso 1
  • Infecções bacterianas foram documentadas em 60-80% dos pacientes com IHA, e infecções fúngicas ocorrem em um terço dos pacientes 1

O manejo adequado da insuficiência hepática requer uma abordagem multidisciplinar em ambiente de terapia intensiva, com monitoramento contínuo e intervenção precoce nas complicações, visando melhorar a sobrevida e qualidade de vida dos pacientes.

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Research

Acute liver failure.

Lancet (London, England), 2024

Guideline

Palliative Care in End-Stage Liver Disease

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Research

Fulminant hepatic failure: summary of a workshop.

Hepatology (Baltimore, Md.), 1995

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