What is the management approach for a diabetic, hypertensive patient on dialysis presenting with syncope, hypertensive crisis, hypoglycemia, and sweating?

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Abordagem Imediata para Paciente Dialítico com Síncope, Crise Hipertensiva e Hipoglicemia

A prioridade absoluta é corrigir imediatamente a hipoglicemia com glicose intravenosa, seguida pelo controle gradual da pressão arterial com agentes intravenosos titráveis em unidade de terapia intensiva, enquanto se investiga a causa da síncope.

Manejo Imediato da Hipoglicemia (Primeira Prioridade)

  • Administre glicose intravenosa imediatamente - a hipoglicemia (63 mg/dL) com sintomas neurovegetativos (sudorese, síncope) representa risco de vida e deve ser corrigida antes de qualquer outra intervenção 1
  • Administre 15-20g de glicose IV (50mL de glicose 50% ou 150mL de glicose 10%) e reavalie a glicemia em 15 minutos 1
  • A hipoglicemia pode ser a causa primária da síncope e dos sintomas, não apenas um achado concomitante 1
  • Após correção inicial, mantenha infusão de glicose 5-10% para prevenir recorrência, especialmente em paciente dialítico com clearance reduzido de insulina 1

Avaliação da Crise Hipertensiva

  • Determine se há emergência hipertensiva (lesão aguda de órgão-alvo) ou urgência hipertensiva - PA de 190/100 mmHg constitui crise hipertensiva, mas a presença de lesão de órgão-alvo define a urgência do tratamento 2, 3
  • Investigue sinais de lesão aguda de órgão-alvo: encefalopatia hipertensiva, edema pulmonar agudo, síndrome coronariana aguda, dissecção aórtica, AVC isquêmico/hemorrágico, ou insuficiência renal aguda 2, 4
  • Obtenha ECG, radiografia de tórax, e avalie função renal (embora já em diálise) para detectar complicações agudas 2, 3
  • Atenção: Em paciente dialítico, a "crise hipertensiva" pode ser secundária à sobrecarga volêmica ou hipoglicemia, não necessariamente uma emergência hipertensiva verdadeira 1

Manejo da Pressão Arterial

Se Emergência Hipertensiva (com lesão de órgão-alvo):

  • Transfira para UTI e inicie anti-hipertensivo intravenoso titulável - nicardipina, labetalol, ou clevidipina são agentes de primeira linha 5, 2, 3
  • Nicardipina IV: inicie 5 mg/h, aumente 2,5 mg/h a cada 15 minutos até máximo de 15 mg/h para controle gradual 5
  • Meta: redução de 10-20% da PA nas primeiras 1-2 horas, não normalização imediata - redução abrupta pode causar isquemia cerebral, especialmente em paciente hipertenso crônico 2, 3, 6
  • Em paciente dialítico hipertenso, mantenha PAM >70 mmHg para preservar perfusão renal residual 1

Se Urgência Hipertensiva (sem lesão de órgão-alvo):

  • Não há indicação de redução imediata da PA - a síncope e sudorese são explicadas pela hipoglicemia, não pela hipertensão 6, 4
  • Reinicie ou ajuste anti-hipertensivos orais habituais após estabilização da glicemia 6
  • Evite nifedipina sublingual, hidralazina, ou furosemida - associados a complicações e redução imprevisível da PA 2, 6

Investigação da Síncope

  • Avalie causas específicas em paciente dialítico: hipoglicemia (já identificada), hipotensão pós-diálise, arritmias (distúrbios eletrolíticos), síndrome do desequilíbrio dialítico 1
  • Obtenha ECG para avaliar arritmias, especialmente relacionadas a distúrbios de potássio e cálcio comuns em dialíticos 1, 7
  • Verifique eletrólitos (potássio, cálcio, magnésio) - pacientes dialíticos têm risco de hiper/hipocalemia que pode causar arritmias e síncope 7
  • Considere hipotensão ortostática - comum em diabéticos por neuropatia autonômica e em dialíticos por remoção excessiva de volume 1

Manejo de Fluidos em Paciente Dialítico

  • Cuidado extremo com reposição volêmica - diferente de pacientes não-dialíticos, a administração agressiva de fluidos pode causar sobrecarga volêmica e edema pulmonar 1
  • Se houver sinais de hipovolemia (hipotensão persistente após correção da hipoglicemia), administre pequenos bolus de 100-250mL de salina isotônica com reavaliação frequente 1
  • Monitore sinais de sobrecarga: dispneia, estertores pulmonares, distensão jugular 1
  • Considere diálise de urgência se houver sobrecarga volêmica significativa ou hipercalemia grave 1, 7

Avaliação de Hipercalemia Concomitante

  • Verifique potássio sérico urgentemente - pacientes dialíticos têm alto risco de hipercalemia, que pode causar arritmias fatais 7
  • Se K+ >6,0 mEq/L ou alterações no ECG (ondas T apiculadas, alargamento QRS): administre gluconato de cálcio IV 10% (10mL em 2-3 minutos) para estabilização cardíaca 7
  • A insulina usada para tratar hiperglicemia também reduz potássio, mas neste caso o paciente está hipoglicêmico - se houver hipercalemia, administre insulina + glicose simultaneamente 7
  • Considere beta-agonistas nebulizados (salbutamol) como terapia adjuvante para hipercalemia 7

Ajuste de Medicações Diabéticas

  • Suspenda ou reduza insulina/hipoglicemiantes até identificar a causa da hipoglicemia 1
  • Investigue: dose excessiva de insulina, redução da ingestão alimentar, clearance reduzido de insulina em paciente dialítico 1
  • Pacientes dialíticos têm clearance reduzido de insulina e maior risco de hipoglicemia - podem necessitar redução de 25-50% da dose habitual 1
  • Evite sulfonilureias de longa ação em pacientes dialíticos pelo risco de hipoglicemia prolongada 1

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Não trate a PA agressivamente sem primeiro corrigir a hipoglicemia - a hipertensão pode ser reativa à hipoglicemia e se resolver com a correção 1
  • Não assuma que a síncope é de causa hipertensiva - em paciente com PA 190/100 mmHg, a síncope é mais provavelmente causada pela hipoglicemia ou arritmia 1, 4
  • Não administre fluidos em grande volume como em protocolos de cetoacidose diabética - paciente dialítico não tolera expansão volêmica agressiva 1
  • Não use nitroprussiato de sódio - extremamente tóxico, especialmente em pacientes com insuficiência renal 2, 3

Monitorização Contínua

  • Glicemia capilar a cada 1-2 horas até estabilização 1
  • PA contínua ou a cada 5-15 minutos durante titulação de anti-hipertensivo IV 5, 2
  • Monitorização cardíaca contínua para detectar arritmias 1, 7
  • Balanço hídrico rigoroso em paciente dialítico 1
  • Eletrólitos (especialmente potássio) a cada 2-4 horas inicialmente 7

References

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Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

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Postgraduate medicine, 2009

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Hypertensive crisis.

Cardiology in review, 2010

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Hypertension crisis.

Blood pressure, 2010

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Immediate management of severe hypertension.

Cardiology clinics, 1995

Guideline

Management of Hyperglycemia and Hyperkalemia

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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