Anemia e Eficácia do Lisdexamfetamine no TDAH
A anemia não diminui a eficácia do lisdexamfetamine no tratamento do TDAH. Não há evidências na literatura médica ou nas diretrizes clínicas que estabeleçam qualquer relação entre níveis de hemoglobina ou estado anêmico e a resposta terapêutica aos estimulantes, incluindo o lisdexamfetamine.
Mecanismo de Ação Independente do Estado Hematológico
- O lisdexamfetamine é um pró-fármaco inativo que é enzimaticamente hidrolisado, principalmente no sangue por enzimas associadas aos eritrócitos, liberando dextroanfetamina ativa 1, 2.
- Esta conversão enzimática ocorre de forma independente do pH gastrointestinal e das variações no tempo de trânsito normal 1.
- A dextroanfetamina liberada atua aumentando dopamina e norepinefrina no córtex pré-frontal, mediando o efeito terapêutico no TDAH 3.
Eficácia Clínica Estabelecida
- O lisdexamfetamine demonstra eficácia robusta no tratamento de crianças, adolescentes e adultos com TDAH, com melhorias dose-dependentes nos sintomas centrais do TDAH 1.
- A duração de ação do lisdexamfetamine continua por 13 horas pós-dose em crianças e 14 horas em adultos 1, 4.
- Os estimulantes à base de anfetamina, como o lisdexamfetamine, alcançam taxas de resposta de 70-80% 3.
Considerações Clínicas Importantes
- Embora a anemia não afete a eficácia do lisdexamfetamine, é importante investigar e tratar a anemia concomitantemente, pois pode causar fadiga, dificuldade de concentração e outros sintomas que podem ser confundidos com TDAH não controlado.
- A monitorização regular deve incluir pressão arterial, pulso, altura, peso, distúrbios do sono e mudanças no apetite durante o tratamento com lisdexamfetamine 3.
- Os efeitos adversos mais frequentes do lisdexamfetamine incluem diminuição do apetite, insônia, dor abdominal e irritabilidade, sendo a maioria de intensidade leve a moderada e de natureza transitória 1.
Armadilhas Comuns a Evitar
- Não atribua sintomas de fadiga ou dificuldade de concentração exclusivamente ao TDAH sem investigar causas médicas subjacentes como anemia.
- Não ajuste a dose de lisdexamfetamine baseando-se na presença de anemia, pois não há relação farmacológica entre as duas condições.
- Não adie o tratamento do TDAH enquanto trata a anemia, pois ambas as condições podem e devem ser gerenciadas simultaneamente 3.