What is the pathophysiology and treatment of bronchiolitis in infants?

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Fisiopatologia e Tratamento da Bronquiolite

Fisiopatologia

A bronquiolite é uma infecção viral aguda do trato respiratório inferior caracterizada por inflamação aguda, edema e necrose das células epiteliais que revestem as pequenas vias aéreas, aumento da produção de muco e broncoespasmo. 1, 2

Mecanismos Patológicos Principais

  • A obstrução inflamatória nas pequenas vias aéreas ocorre através de infiltração celular submucosa, necrose epitelial e formação de tampões mucosos 3
  • O processo resulta em aumento da capacidade residual funcional (CRF) e queda da complacência dinâmica pulmonar 3
  • A resposta ao broncodilatador é tipicamente ausente ou mínima, sugerindo que o espasmo muscular contribui relativamente pouco para o estreitamento das vias aéreas, sendo a inflamação e o edema os principais responsáveis 3
  • Anticorpos IgE contra o VSR e leucotrieno C4 são encontrados com maior frequência nas secreções respiratórias de lactentes que apresentam sibilância durante e após a bronquiolite 3

Etiologia Viral

  • O vírus sincicial respiratório (VSR) é responsável por mais de 80% dos casos durante as estações epidêmicas, com aproximadamente 90% das crianças infectadas até os 2 anos de idade 1, 2
  • Outros agentes virais incluem metapneumovírus humano, influenza, adenovírus, parainfluenza, rinovírus e coronavírus 1
  • Coinfecções virais ocorrem em aproximadamente 11% dos casos hospitalizados, mas não aumentam a gravidade clínica da doença 4

Diagnóstico Clínico

O diagnóstico de bronquiolite deve ser feito exclusivamente com base na história e exame físico, sem necessidade de testes diagnósticos de rotina. 5, 1, 6

Critérios Diagnósticos

  • Lactentes menores de 2 anos de idade com pródromos de infecção respiratória superior seguidos por taquipneia, sibilância e/ou crepitações difusas bilaterais 1, 2
  • Sinais de aumento do trabalho respiratório incluindo batimento de asa nasal e retrações intercostais 2
  • A febre pode estar presente mas não é necessária para o diagnóstico 1

Testes NÃO Recomendados de Rotina

  • Radiografia de tórax não deve ser solicitada rotineiramente; reservar apenas para consideração de intubação, deterioração clínica inesperada ou suspeita de doença cardíaca ou pulmonar subjacente 5, 6
  • Painéis virais não são necessários pois não alteram o manejo clínico 2, 6
  • Exames laboratoriais não devem ser realizados rotineiramente 5, 6

Tratamento

O tratamento da bronquiolite é exclusivamente de suporte, pois nenhuma intervenção farmacológica demonstrou melhorar os desfechos clínicos. 5, 1, 6

Medidas de Suporte Recomendadas

  • Oxigenoterapia suplementar: Indicada se a SpO₂ cair persistentemente abaixo de 90% em lactentes previamente saudáveis; manter SpO₂ ≥ 90% 5, 6
  • Hidratação adequada: Avaliar estado de hidratação e capacidade de ingestão oral; considerar hidratação por sonda nasogástrica ou via intravenosa se necessário 5, 6
  • Aspiração nasal suave: Para remoção de secreções 1
  • Nutrição adequada: Manter suporte nutricional durante toda a doença 6
  • Posicionamento prono: Para lactentes hospitalizados 1

Intervenções NÃO Recomendadas

  • Broncodilatadores (β-agonistas): NÃO devem ser usados rotineiramente; não reduzem taxas de internação ou tempo de permanência hospitalar 5, 6, 7
    • Uma tentativa cuidadosamente monitorada de medicação α-adrenérgica ou β-adrenérgica é uma opção, mas deve ser continuada apenas se houver resposta clínica positiva documentada usando avaliação objetiva 5
  • Corticosteroides (sistêmicos ou inalatórios): NÃO devem ser usados rotineiramente 5, 6
  • Antibióticos: Devem ser usados APENAS em crianças com indicações específicas de coexistência de infecção bacteriana 5, 6
  • Fisioterapia respiratória: NÃO deve ser usada rotineiramente 5, 6
  • Ribavirina: NÃO deve ser usada rotineiramente 5, 6

Avaliação de Fatores de Risco

Identificar fatores de risco para doença grave é essencial para decisões sobre avaliação e manejo. 5

Fatores de Alto Risco

  • Idade menor que 12 semanas 5, 2
  • História de prematuridade (especialmente < 32 semanas de gestação) 5, 2
  • Doença cardiopulmonar subjacente hemodinamicamente significativa 5, 2
  • Imunodeficiência 5, 2
  • Doença pulmonar crônica da prematuridade 2, 6
  • Doença neuromuscular 2

Monitoramento Especial

  • Lactentes com história conhecida de doença cardíaca ou pulmonar hemodinamicamente significativa e prematuros requerem monitoramento rigoroso durante o desmame de oxigênio 5
  • Lactentes hospitalizados devem ser monitorados para sinais de doença grave, incluindo aumento persistente do esforço respiratório, episódios de apneia ou necessidade de ventilação mecânica 6

Profilaxia

Palivizumabe (anticorpo monoclonal anti-VSR) deve ser administrado mensalmente durante a estação do VSR para lactentes de alto risco. 5, 6

Indicações para Palivizumabe

  • Lactentes nascidos antes de 29 semanas de idade gestacional 6
  • Crianças < 2 anos com doença pulmonar crônica da prematuridade 6
  • Lactentes com doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa 6
  • Dose: 15 mg/kg por dose administrada intramuscularmente 5
  • Regime: 5 doses mensais, geralmente iniciando em novembro ou dezembro 5

História Natural e Prognóstico

  • A bronquiolite é autolimitada na maioria dos lactentes; 90% estão livres de tosse até o dia 21, com duração mediana de tosse de 8-15 dias 1, 2
  • Aproximadamente 1-2% dos lactentes < 1 ano de idade requerem hospitalização 1
  • Sintomas persistentes além de 4 semanas podem representar síndrome pós-bronquiolite 1, 2
  • Sibilância episódica recorrente com infecções virais subsequentes pode ocorrer durante os 6 meses seguintes 1
  • Até 75% das crianças têm sintomas respiratórios recorrentes após bronquiolite aguda, com hiper-reatividade brônquica detectável pelo menos 13 anos depois 3
  • Lactentes hospitalizados com bronquiolite grave têm risco aumentado de sibilância recorrente e desenvolvimento de asma posteriormente na infância 6, 7

Prevenção da Transmissão Nosocomial

  • Descontaminação das mãos é a medida mais importante para prevenir a disseminação nosocomial do VSR 5
  • Higienizar as mãos antes e após contato direto com pacientes, após contato com objetos inanimados na proximidade do paciente e após remover luvas 5
  • Preparações à base de álcool são preferidas para descontaminação das mãos; alternativa é lavagem com sabão antimicrobiano 5
  • Educar profissionais e familiares sobre higienização das mãos 5

Medidas Preventivas Gerais

  • Lactentes não devem ser expostos ao tabagismo passivo 5
  • Aleitamento materno é recomendado para diminuir o risco de infecção respiratória baixa 5

References

Guideline

Bronchiolitis in Young Children

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

American Academy of Pediatrics (AAP) Guideline for Management of Viral Bronchiolitis

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

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